PATRÍCIO E A CPI DO DFTRANS: “QUERO NÃO, POSSO NÃO, MINHA AMIZADE NÃO DEIXA NÃO”

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O presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputado Patrício (PT), conseguiu nesta sexta (6), ser o centro das atenções.  Concedeu entrevistas e falou bastante  em “moralidade” e “transparência”. Tudo porque somente agora (e por que só agora?) decidiu apresentar o relatório final da CPI da Codeplan. Enquanto isso, desconversa a instalação de outras duas CPIs, principalmente  do DFTrans.

Mas o blog precisa fazer a pergunta que não ofende: Por que não instalar a CPI do DFTrans ou da Saúde agora? Afinal, o então deputado Cabo Patrício foi  acusado de ser  autor de um projeto que tinha como objetivo beneficiar empresas do filho de Leonardo Prudente. A proposta foi aprovada em 2009  pela unanimidade dos deputados. E ficou por isso mesmo. O caso foi arquivado na Casa…

É notório em Brasílila, que a CPI do Pró-DF serve apenas para se ganhar ‘tempo’. Há fatos muito mais graves no DFTrans ( incluem-se aí o Metrô e o Detran) e na Saúde.

Leonardo Prudente

As relações de amizade entre o ex-deputado distrital Leonardo Prudente e o presidente da CLDF deputado Patrício estão estremecidas…Enquanto isso, a família Prudente continua faturando no SLU, com a coleta do lixo hospitalar, e nenhum deputado toca no assunto…

Confira esta matéria que foi veiculada na Folha:

Cabo Patrício desafia governistas a cassar seu mandato na Câmara do DF

MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

18/01/2010 – 19h42

Prestes a assumir a presidência da Câmara Legislativa do Distrito Federal, o deputado distrital Cabo Patrício (PT) desafiou nesta segunda-feira a base governista a cassar seu mandato. O petista assume o comando da Casa depois que a Justiça determinou o afastamento de Leonardo Prudente (sem partido), flagrado em vídeo colocando dinheiro na meia.

Segundo Cabo Patrício, os governistas terão que decidir se cassam seu mandato ou o do governador José Roberto Arruda (sem partido), acusado de envolvimento no suposto esquema de pagamento de propina. “Não vou me intimidar. Vou cumprir o regimento claramente e vou assumir a Presidência. Doa a quem doer. Eles [governistas] vão ter que decidir se me cassam ou cassam o governador”, disse.

O petista é alvo de uma ação de quebra de decoro parlamentar na qual é acusado de ter beneficiado uma empresa da cidade, que tem como funcionário o filho de Prudente, assinando um projeto sobre recolhimento de lixo. Os governistas, que são maioria, ameaçam apresentar um requerimento pedindo a saída do petista argumentando que ele também não reúne as condições necessárias para ocupar a presidência.

Cabo Patrício disse ainda que a Mesa Diretora da Câmara espera ser comunicada oficialmente do afastamento de Prudente para assumir o cargo. Segundo Patrício, uma de suas primeiras medidas será convocar uma reunião da Mesa para discutir o fim do recesso parlamentar, retomando as atividades do plenário –que estão previstas para o início de fevereiro.

Atualmente, a Casa está em autoconvocação, com o funcionamento da CPI que investiga o escândalo de corrupção e da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) que análise a constitucionalidade dos três pedidos de impeachment contra Arruda –as comissões são controladas por aliados de Arruda.

“Nessa reunião, vou tentar convencer os deputados que é preciso estender a autoconvocação ao plenário, analisando projetos e, inclusive, analisando questões que tratam do impeachment do governo porque se não vamos dar prioridade a CPI e não ao foco das investigações que é o governo local”, afirmou.

Saída

Em resposta a uma ação popular, o juiz Álvaro Luis de A. Ciarlini, da 2ª Vara de Fazenda Pública do Distrito Federal, determinou nesta segunda-feira o afastamento Prudente da Presidência da Câmara local.

Ciarlini fixou multa de R$ 100 mil caso Prudente não deixe imediatamente o comando da Casa. O deputado disse, por meio de assessores, que vai cumprir a decisão do juiz. “A decisão judicial não se discute, nem se comenta, cumpre-se”, disse.

No despacho, o juiz argumenta que existem fortes indícios de que o distrital teria cometido crimes “gravíssimos”. “É indispensável que o Poder Judiciário se posicione, neste momento, com firmeza e assertividade sobre esses fatos que, se verdadeiros, podem ser considerados uma verdadeira tragédia imposta pela virtual [e ainda não cabalmente comprovada] irresponsabilidade, egoísmo e absoluta ausência de civismo das partes virtualmente implicadas nesses tristes episódios”, afirma a decisão.

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