Pesquisa mostra que mães da favela não têm o que comemorar no seu dia

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95% das entrevistadas declararam que terão dificuldade para fazer o almoço
do Dia das Mães, aponta levantamento do Data Favela

Sexta-feira, 7 de maio – O Dia das Mães na favela não será de festa. Pesquisa do Data Favela, parceria entre o Instituto Locomotiva e a Central Única das Favelas (Cufa), mostra que as mães que moram na favela viram a família perder grande parte da renda, que uma parcela delas teve o pedido para receber o novo auxílio emergencial negado, e que muitas enfrentam dificuldade para colocar comida na mesa, inclusive neste domingo em que se celebra o Dia das Mães.

“Vai ser difícil comemorar, porque a fome voltou a rondar as favelas. A realidade é de extrema necessidade”, alerta Renato Meirelles, presidente do Locomotiva. “O novo auxílio demorou a chegar, o valor é insuficiente e alcança um número menor de famílias”.

“A situação nas favelas está mais desafiadora do que nunca. Como chefes de família, essas mães sempre lidaram com adversidades e falta de oportunidades, mas a chegada da pandemia e o fim do auxílio emergencial levaram os problemas a uma proporção jamais vista.” relembra Preto Zezé, presidente da Cufa Nacional.

A pesquisa do Data Favela entrevistou 1.871 mães moradoras de 351 favelas localizadas em toda as regiões do país, entre os dias 1º e 4 de maio. A margem de erro é de 2,3 pontos percentuais. A seguir, os principais resultados:

• 95% das mães de favela declararam que terão dificuldade para fazer o almoço de comemoração do Dia das Mães;

• 84% das mães de favela dizem que sua renda pessoal é hoje menor do que era antes da pandemia;

• 9 em cada 10 estão muito preocupadas com a perda de renda familiar;

• 8 em cada 10 mães que vivem em favelas pediram o novo auxílio emergencial;

• 3 em cada 10 mães de favela que requisitaram o novo auxílio emergencial tiveram o pedido negado;

• 72% das mulheres de favela são responsáveis pela maior parte da renda da casa.

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