PETISTAS QUEREM CABO PATRÍCIO; O QUE ELE TEM A MAIS QUE CHICO LEITE?

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O mundo do PT não é mesmo para ser entendido. Que loucura foi essa agora de colocar o nome do deputado Cabo Patrício (PT) para presidir a Câmara Legislativa do DF? Ele não tem postura de presidente, e durante a maior crise política e moral da história do Distrito Federal, seu comportamento não foi eficaz.

O nobre deputado foi citado pelo Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal no início de 2010.  É interessante a visão crítica que o Procurador-Geral tem do petista deputado Cabo Patrício. Ele mostrou que o “Vice-Presidente Cabo Patrício, no exercício da Presidência, recebeu os pedidos de impeachment, sem a adoção de qualquer medida concreta”.

E prossegue na crítica ao Cabo: “De fato, malgrado diversos parlamentares interessarem-se na apuração das responsabilidades (mesmo durante o período de recesso parlamentar), decidiu o Presidente interino da Câmara, atendendo aos interesses da maioria – obviamente ligada à base governista – decretar o recesso, a fim de, convenientemente, deixar escoar os dias de clamor popular mais intenso”.
O procurador só esqueceu de registrar que o presidente em exercício Cabo Patrício, durante mais de 40 dias, deixou de responder à consulta do Supremo Tribunal Federal sobre a Lei Orgânica do DF, na parte em que fica estabelecido que a Câmara precisa autorizar os processos contra o governador. É outro fato ainda inexplicável.

Agora, Cabo Patrício poderá retornar à Presidência da Câmara Legislativa. O ex-governador denunciado, preso e cassado José Roberto Arruda torce muito pelo companheiro.

A Câmara pdoeria, junto com o novo caminho de Agnelo, iniciar suas atividades com pessoas que não tivessem tido nenhuma relação, mesmo que indireta, com o escândalo da Caixa de Pandora.

Há, dentro do PT, nomes de peso, cultura e experiência, como por exemplo, Wasny De Roure, Arlete Sampaio e Chico Leite. Nada contra Cabo Patrício, mas quando exerceu a presidência, demorou demais para tomar atitudes que exigiam uma postura mais coerente diante do momento mais difícil da história da capital do país. Nova legislatura exige novo perfil,  novo discurso e nova visão. Patrício nos remete ao passado, enquanto outros nomes de dentro do próprio PT, nos remetem ao futuro. Pena que o PT não pensa assim. Aliás, não pensa. Basta a conivência política que o momento requer.

Nesta escolha, o PT errou, e o tempo mostrará tal equívoco, que poderá ser desastroso ao partido.

Parece até que o governador eleito está com a mesma ideia de Arruda, quando do ápice da crise política: colocar alguém que seja ‘dominável’ na presidência, ao invés de deixar alguém com inteligência própria no cargo. Tal fato ocorreu com Wilson Lima, que foi indicado aos parlamentares por Arruda. A preferida era Eliana Pedrosa, mas Arruda admitiu diante de sua base: “Eliana é indomável!”. E foi assim que Lima se tornou no “Severino do Cerrado”.

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