PODE FICAR RUSSO, ROSSO

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Desde que foi eleito, há pouco mais de um mês, o governador Rogério Rosso (PMDB) tem saboreado consecutivas derrotas no Legislativo local. Derrota, tudo bem, nem tanto. Mas, pode-se dizer, “bolada nas costas”. Culpa exclusiva da assessoria, ou melhor: da falta dela.

A formação do ‘bloco Independente’, conforme o próprio jornal publicou, daria – como realmente deu – muitas dores de cabeça ao novo chefe do Executivo local. Os sete parlamentares que compõem o grupo, além dos votos, podem contar com outro poder quase que sobrenatural na Câmara Legislativa: o tal do quorum. Basta não conseguir reunir o número regimental de distritais na Casa que nada acontece. Tudo para.

Ora, dá para contar nos dedos das mãos o número de projetos aprovados pela Casa desde que o articulado governo do PMDB ascendeu ao poder. Lá atrás, na dificuldade de encontrar um nome para ocupar a liderança do governo, já se mostrava o perrengue que Rosso passaria no relacionamento com o Legislativo. E que pode passar ainda mais.

Um conselho antigo, mas que ainda serve nos dias de hoje, é o famoso “sentar e conversar”. E não teve jeito. Rosso se rendeu aos experientes e começou a chamar um por um para conseguir por conta própria a chamada governabilidade.

Coincidência ou não, os projetos importantes começam a ser votados. O diálogo começa a aumentar. Após ter tomado a decisão de sentar, chamar e ouvir, o novo governador começou a governar. Deixou para trás o clima de ‘caça às bruxas’ e deu chance para uma coalizão. Por mais que seja impressão, o Executivo começa a entrar em harmonia com o Legislativo. Só que até quando, ninguém sabe.

Fonte: O Distrital

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