Polícia Civil fecha laboratório de lança-perfumes e prende seis pessoas

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Foram apreendidos 120 litros de cloreto de metileno, substância tóxica usada para preparar o produto

 A Polícia Civil fechou hoje um laboratório clandestino de lança-perfumes (mais conhecido como loló) em Ceilândia Norte, prendeu seis pessoas e apreendeu 120 litros da substância tóxica usada para preparar o produto.

“Essa foi a maior apreensão do “lança-perfume genérico”. O cloreto de metileno é usado para impermeabilizar sofás, e pode causar morte por parada cardiorrespiratória, a depender da quantidade usada”, explicou o delegado-chefe da Coordenação de Repressão às Drogas, Luiz Alexandre Gratão.

Quatro dos acusados, entre eles um adolescente de 17 anos, foram pegos em flagrante no laboratório clandestino, que funcionava em uma casa, enquanto outro suspeito foi encontrado próximo ao local, e o último deles, preso hoje a noite.

A Polícia Civil estima que o grupo produzia e vendia 100 litros da droga por semana, e destaca que o entorpecente era comercializado em festas realizadas em Ceilândia, Samambaia e Recanto das Emas, principalmente para adolescentes.

“Em um mês de investigação soubemos como tudo era feito, onde compravam o cloreto, para vender aos adolescentes da periferia”, ressaltou Gratão à Agência Brasília.

Ainda de acordo com o delegado, como o material é altamente inflamável e eles produziam o lança-perfume num laboratório artesanal, ainda corriam o risco de incendiar outras casas da quadra.

Os cinco acusados maiores de idade foram indiciados e responderão por tráfico de drogas, com uma pena prevista de 5 a 15 anos.

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