Polícia procura mestre da maçonaria acusado de desviar verbas públicas

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Kelly Almeida

 

Jafé Torres é um dos principais alvos dos policiais na operação (Joel Figueiredo Thé/Esp. CB/D.A Press)
Jafé Torres é um dos principais alvos dos policiais na operação

Policiais civis realizam no começo da manhã desta quinta-feira (2/8) a Operação Firewall. Sete mandados de prisão e 15 de busca e apreensão são realizados com o intuito de desmontar um grupo investigado por suposto desvio de verbas públicas. O esquema milionário teria começado em 2009, por meio dos recursos destinados ao Programa DF Digital, da Secretaria de Ciência e Tecnologia. Entre os principais alvos dos policiais está Jafé Torres, grão-mestre da instituição maçônica Grande Oriente do Distrito Federal e um dos representantes da Fundação Gonçalves Lêdo (FGL). Os agentes estiveram na casa dele pela manhã, mas o acusado não foi encontrado. Torres já é considerado foragido pela polícia. Outros quatro homens também estão foragidos e dois estão presos na Delegacia de Combate ao Crime Organizado (Deco). Foram apreendidos computadores e documentos.

De acordo com a Deco, a FGL recebia cerca de R$ 34 milhões mensais para gerir o programa e promover Inclusão Digital à população do Distrito Federal. Mas, de acordo com as denúncias, a verba teria sido desviada e, com isso, o programa nunca apresentou resultados satisfatórios. As investigações indicam ainda que a fundação subcontratava empresas com valores superfaturados para desviar dinheiro. A intenção da polícia é ouvir simultaneamente os suspeitos e localizar indícios que qualifiquem os crimes de peculato e formação de quadrilha.

Até o momento, dois homens foram presos e cinco estão foragidos (Monique Renne/CB/D.A.Press)
Até o momento, dois homens foram presos e cinco estão foragidos
O contrato milionário que a FGL assinou sem licitação com o Governo do Distrito Federal (GDF) é investigado pela Deco há dois anos. Em 2010, o contrato de gestão firmado entre a Fundação de Amparo à Pesquisa (FAP) e a FGL no Programa DF Digital custou R$ 32 milhões – R$ 5 milhões a mais do que o previso para o ano. O acordo firmado em 2009 previa que fossem aplicados R$ 135 milhões em cinco anos. O Tribunal de Contas e o Ministério Público do DF também contestam o contrato firmado sem licitação. No ano passado, o MPDFT ajuizou uma ação contra uma ex-presidente da FAP por ilegalidades na contratação da FGL. A ação aponta um prejuízo de pelo menos R$ 9 milhões aos cofres públicos em razão das irregularidades. Antes de ser gerido pela FGL, o DF Digital, criado em 2007, era mantido por um contrato firmado entre a Secretaria de Ciência e Tecnologia e a Universidade de Brasília (UnB).

Cerca de 90 policiais participam da Operação Firewall. Até o momento, dois homens foram presos e cinco estão foragidos, entre eles Jafé.

Fonte: Correio Braziliense

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