Policiais federais fazem marcha na Esplanada dos Ministérios

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Policiais federais fazem marcha na Esplanada dos Ministérios

Categoria que reajuste salarial e reestruturação da carreira.
Grupo saiu do Ministério da Justiça com elefantes infláveis.

Do G1 DF

Policiais federais de diversos estados do Brasil iniciaram na tarde desta quarta-feira (12) uma passeata  na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, por reposição salarial e reestruturação da carreira. A passeata teve início por volta das 16h. Segundo o sindicato da categoria, cerca de 500 policiais participavam da manifestação.

Elefantes infláveis em marcha de policiais federais por reajuste salarial na Esplanada dos Ministe´rios na tarde desta quarta-feira (12) (Foto: Lucas Nanini/G1)Elefantes infláveis em marcha de policiais federais por reajuste salarial na Esplanada dos Ministérios na tarde desta quarta-feira (12) (veja mais imagens do protesto)  (Foto: Lucas Nanini/G1)

Os policiais iniciaram a marcha em frente ao Ministério da Justiça e ocuparam inicialmente as cinco faixas do Eixo Monumental no sentido rodoviária do Plano Piloto. Cinco elefantes infláveis com críticas à gestão da segurança pública acompanham os policiais ao som da música “O passo do elefantinho”.

Por volta das 16h40, os manifestantes ocupavam duas faixas da N1. O trânsito no sentido rodoviária era intenso devido ao horário de saída do funcionalismo.

Marcha
Os policiais se concentraram a partir as 14h em frente ao Ministério da Justiça. O grupo planeja fazer uma vigília durante até as 22h em frente ao Congresso Nacional.

“Neste ato reivindicamos a reposição inflacionária, pois não tivemos essa reposição nos últimos sete anos. Temos um congelamento dos salários dos policiais. Também queremos que se faça um rol de atribuições dos policiais federais em um projeto de lei porque hoje não há está definido que os policiais devem fazer”, disse o presidente do Sindipol-DF, Flavio Werneck.

Segundo ele, não há uma delimitação das atividades desempenhadas pela categoria. As atribuições acabam sendo definidas por portarias e instruções normativas. “Nós queremos que tenha um projeto porque hoje não existe padronização. Ficamos na dependência do que o gestor [público] decidir. É o gestor que diz o que tem que fazer ou não”, afirma Werneck.

O Ministério do Planejamento informou que nos dois últimos anos a categoria não aceitou a proposta de reajuste de 15,8%, feita a todos os servidores públicos federais, e não fechou acordo com o governo. Também afirmou não ter margem financeira e fiscal para fazer o reajuste pedido, mas disse que está disposta a negociar com os policiais federais.
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Policiais federais durante marcha na tarde desta quarta (122) na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (Foto: Lucas Nanini/G1)Policiais federais durante marcha na tarde desta quarta (122) na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (Foto: Lucas Nanini/G1)

A passeata desta quarta-feira faz parte do calendário nacional de atividades do sindicato, com atos em todo o país, de acordo com o Sindipol. O protesto acontece um dia depois de uma reunião entre representantes dos policiais e o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho.

Segundo Werneck, a reunião marcou o início das negociações entre governo e policiais federais. “Foi proveitosa, mas a gente não acertou nada de concreto. Não recebemos nenhuma proposta oficial”, diz.

No fim da marcha, os trabalhadores realizaram uma assembleia na Praça dos Três Poderes. Os policiais aprovaram uma greve para o próximo dia 18 de março e decidiram fazer a vigília em frente ao Palácio do Planalto.

Policiais em frente ao Congresso Nacional (Foto: Lucas Nanini/G1)Policiais em frente ao Congresso Nacional (Foto: Lucas Nanini/G1)

Paralisação
O ato dos policiais federais do DF ocorre durante a paralisação da categoria, que teve início nesta terça-feira (11) e tem duração prevista de 72 horas. Os trabalhadores pedem aumento salarial, reestruturação de carreira e realização de novo concurso. Nesta paralisação, eles também protestam por “segurança pública padrão FIFA”, afirmando que há servidores sem experiência operacional indicados por critérios políticos para planejar e coordenar as ações durante a Copa do Mundo.

Segundo o sindicato, cerca de70% dos trabalhadores aderiram à paralisação. A Polícia Federal afirmou que não se pronuncia sobre esse tipo de situação.

Em nota, a Federação Nacional dos Policiais Federais afirma estar preocupada com a forma como o governo nacional tem se planejado para o mundial. A entidade representa sindicalmente 20 mil agentes, escrivães e papiloscopistas.

“Os agentes federais estão preocupados, pois a cúpula do governo aparenta estar mal assessorada, sem noção da realidade. Na tomada de decisões, policiais especializados e experientes em campo não são ouvidos. E devido às falhas gerenciais, o que se observa é uma tendência emergencial à militarização, com tanques e fuzis apontados para os brasileiros”, diz o texto.

Segundo o presidente da entidade, Jones Leal, as maiores fragilidades estão nas fronteiras e nos aeroportos. “Em todos os aeroportos e unidades de fronteiras brasileiras, sem exceção, não existe uma quantidade suficiente de agentes federais para cuidar do policiamento aeroportuário, de fronteiras e combate ao crime organizado. Em alguns aeroportos não tem nenhum. E, infelizmente, mais de 250 policiais federais abandonam a profissão todos os anos, pois a carreira tem sido duramente sucateada pelo governo.”

Apesar da paralisação de 72 horas, os policiais afirmam que o atendimento ao público não será afetado. A emissão de passaportes, por exemplo, segue ocorrendo normalmente. Apenas as investigações de longo prazo não serão realizadas nesta terça, quarta e quinta.

 

 

 

Fonte: G1

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