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    Por quê Jacques Veloso não foi exonerado?

    Diretor jurídico do BRB, Jacques Veloso fez coro ao grupo de executivos da instituição financeira que gravou vídeos apontando “vantagens técnicas” da frustrada compra do Banco Master.

    Os vídeos foram enviados para os próprios servidores do BRB logo após o anúncio da compra do Master e reúnem depoimentos de quadros de diferentes áreas do banco.

    Mas a transação aprovada pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) acabou barrada pelo Banco Central (BC), que, depois, determinou a liquidação do Banco Master. A negociação passou a ser investigada pela Polícia Federal (PF), com a relatoria do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).

    “O que eu quero deixar bem claro a todos vocês é que, no que se refere aos aspectos jurídicos da operação, todos os cuidados estão sendo tomados para que essa operação seja feita obedecendo todos os trâmites legais, todos os normativos que são impostos ao BRB como sociedade de economia mista, para que não haja nenhum prejuízo, seja aos funcionários do banco, seja aos controladores da sociedade”, diz Veloso na gravação.

    Entretanto , o dever de casa principalmente do diretor Jurídico do BRB não foi feito, porque o Banco de Brasília (BRB) identificou agora que fundos oferecidos pelo Banco Master como parte da substituição de carteiras problemáticas não possuíam saldo nem liquidez, após diligências realizadas na Ilha de Jersey, próxima ao Reino Unido, e em Nassau, nas Bahamas.

    De acordo com investigadores, a identificação dessas carteiras foi determinante para a deflagração da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal (PF) em 18 de novembro. No mesmo dia, o BC decidiu pela liquidação do Banco Master.

    O valor total das carteiras supostamente irregulares vendidas ao BRB é estimado em R$ 12,2 bilhões. As investigações apontam que o Master teria utilizado uma empresa de fachada para captar e revender os papéis, sem efetuar desembolso financeiro real.

    Em depoimento prestado à PF no Supremo Tribunal Federal (STF), em 30 de dezembro, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa afirmou que o Master substituiu a carteira inicial por novos ativos no valor de R$ 10 bilhões.

    Segundo o relato, os R$ 2 bilhões restantes ainda estavam em negociação quando o BC determinou a liquidação do banco, o que interrompeu o processo. Os fundos da Ilha de Jersey e das Bahamas integravam justamente o conjunto de ativos que somavam esses R$ 10 bilhões.

    Paulo Henrique Costa (PH) foi afastado do comando do banco após deflagração da Operação Compliance Zero, e  funcionários do BRB questionam por quê o diretor jurídico Jacques Veloso ainda não foi demitido do cargo. O prejuízo causado ao banco é de R$ 10 bilhões!

     

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