PR COM RORIZ

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Do Correio Braziliense: O ex-governador Joaquim Roriz (PSC) conseguiu o aval do PR, partido do deputado Jofran Frejat, para tê-lo como vice na chapa para a disputa eleitoral de outubro. Na próxima terça-feira, pré-candidatos e integrantes da executiva regional da legenda, presidida no DF pelo ex-secretário de Ciência e Tecnologia do governo Arruda Izalci Lucas, se reúnem para sacramentar a decisão. O convite de Roriz a Frejat foi feito há dois meses e, desde então, os dois aliados então caminham juntos pelas cidades do Distrito Federal se apresentando ao eleitorado.

A dobradinha de Roriz com o ex-secretário de Saúde tem como meta reforçar o discurso de prioridade na melhoria do atendimento nos hospitais, um dos temas que deverá fervilhar na campanha, especialmente no embate com o médico Agnelo Queiroz, candidato do PT ao Executivo.

Atualmente no quinto mandato como deputado federal, Frejat foi secretário de Saúde pela primeira vez entre 1979 e 1993, depois de ter dirigido o Instituto de Medicina Legal (IML) por seis anos. Nos governos de Joaquim Roriz, Frejat ficou à frente da pasta em várias ocasiões. A estratégia do grupo rorizista é dividir os votos dos médicos, enfermeiros e auxiliares de saúde, que votariam em grande parte no candidato petista. Com a aliança entre PSC e PR, Roriz começa a ampliar o tempo de televisão que terá para divulgar propostas, defender-se de eventuais ataques e mirar os adversários. “Foi o próprio PT que nos empurrou para essa aliança, ao se unir com o PMDB na eleição indireta”, afirma Izalci Lucas.

Na disputa pelo mandato-tampão ao GDF, os petistas se comprometeram a votar no hoje governador Rogério Rosso (PMDB) num eventual segundo turno na Câmara Legislativa. Esse compromisso fortaleceu a candidatura do peemedebista e acabou garantindo sua vitória ainda no primeiro turno. Na última semana, a bancada do PT passou a atacar a gestão de Rosso, com o aval da direção nacional do partido. Mas está encaminhada uma aliança eleitoral entre Agnelo e o PMDB. A negociação é conduzida pelo presidente do PMDB-DF, Tadeu Filippelli, com o apoio do presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), convidado a ser vice na chapa encabeçada pela petista Dilma Rousseff.

Composição
Embora ainda não seja consenso no PT, há uma expectativa de que Filippelli seja o vice de Agnelo. Nessa chapa, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) e o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) deverão ser os candidatos ao Senado. Esse acordo também é costurado com a participação da cúpula da campanha de Dilma. A vaga de Rollemberg ao Senado na chapa de Agnelo é uma das compensações ao PSB pela retirada da candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) à sucessão do presidente Lula.

Enquanto isso, Roriz busca parceiros entre os partidos que estarão no palanque com o candidato tucano à Presidência da República, José Serra. Com base em pesquisas que encomenda para definir sua estratégia eleitoral, Roriz aposta que, hoje, tem garantido 35% do eleitorado. Ele acredita que esse índice chegará aos 39%, com os votos dos eleitores de municípios do Entorno. Roriz vem conversando com o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), e tem o apoio do secretário-geral do partido, Eduardo Jorge Caldas Pereira, para uma reaproximação. Roriz, inclusive, trabalhou pela composição de seu partido, o PSC, com a chapa de Serra.

Uma visita de Roriz ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em São Paulo, em março, despertou críticas do líder do PSDB no Senado, Arthur Vírgilio (AM). Sérgio Guerra, no entanto, tenta contornar a situação. O partido espera o suporte de Roriz para a candidatura da ex-governadora Maria de Lourdes Abadia (PSDB) ao Senado. No grupo rorizista, há uma aposta de que, sem rumo e abatido pela crise provocada pela Operação Caixa de Pandora, o DEM também acabe aderindo à candidatura do ex-governador do DF rumo a um quinto mandato no Palácio do Buriti.

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