PRESIDENTE DA CÂMARA CRITICA VÍDEOS SOBRE ‘MENSALÃO DO DEM’

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CLAUDIA ANDRADE
Direto de Brasília

O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), criticou, nesta quinta-feira, a divulgação “aleatória” de vídeos do caso que ficou conhecido como “mensalão do DEM”. O último episódio do caso foi um vídeo em que a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) aparece recebendo dinheiro das mãos de Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal e principal delator do suposto esquema de pagamento de propina no governo local.

“É preciso que o conjunto das investigações seja aberto de forma clara para a sociedade. Estamos buscando mais informações sobre o caso e as investigações já iniciadas pelo Ministério Público. Não é possível que essas gravações sejam divulgadas só agora”, disse o presidente.

As declarações foram dadas depois de um encontro com o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Distrito Federal, Francisco Caputo, que criticou a condição de delação premiada do ex-secretário do governo distrital. “Nós vamos conversar com o procurador-geral (da República). Não é razoável que um delator use as informações de acordo com seus interesses pessoais e não de acordo como interesse das investigações”, afirmou o presidente da OAB-DF, dizendo que há outros vídeos da investigação que ainda não são conhecidos.

Maia fez a mesma crítica. “É preciso que seja cassada esta condição do Durval de delação premiada, já que as fitas são divulgadas de forma aleatória”, afirmou.

Na análise de Caputo, o caso da deputada do PMN é passível de cassação. “Pelo que já conhecemos de outros casos, ela deve dizer que o dinheiro é contribuição não declarada de campanha, o que para nós é grave, e passível de cassação”, afirmou.

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