Primeira-dama tem cooperado com o governo de Rollemberg

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No governo, ela tem atuado na promoção do diálogo com a sociedade civil e, nas palavras dela, junto à população que mais precisa de atenção
Millena Lopes
millena.lopes@jornaldebrasilia.com.br

primeiradamaGDF
Embora pouco apareça em reuniões e eventos públicos ao lado do governador, Márcia Rollemberg muito tem contribuído com o governo do marido, Rodrigo. “Na verdade, sou uma colaboradora do Governo do Distrito Federal”, resume a mãe da Gabriela, do Ícaro e do Pedro Ivo e a avó da pequena Mel.

Márcia deixou, em janeiro, o cargo de secretária de Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, para assumir a posição de primeira-dama, embora não se sinta muito à vontade com o título, que ela considera “antigo e tradicional”. “Eu não tenho perfil para ser uma mulher que apenas acompanha a agenda do marido”, frisa.

No governo, ela tem atuado na promoção do diálogo com a sociedade civil e, nas palavras dela, junto à população que mais precisa de atenção. “A minha participação tem sido no sentido de colaborar com o governo, de conhecer e articular com secretarias, empresas públicas, instituições e sociedade civil para propor melhorias nos serviços públicos e buscar garantir os direitos dos cidadãos do DF”, diz.

20 anos de serviço público

Márcia orgulha-se dos mais de 30 anos de trabalho que acumula, sendo 20 somente no serviço público. A experiência como gestora, ela diz, quer usar em prol dos projetos de governo do marido. “Sempre trabalhei, fiz parte do Departamento Regional do Serviço Social da Indústria do DF, fui servidora do Ministério da Saúde, trabalhei no Departamento de Articulação e Fomento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e estive à frente da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural, do Ministério da Cultura”, enumera.

“Quero que o papel de primeira-dama sirva apenas como referência para atuar como interlocutora entre o governo e a sociedade civil, com o objetivo de promover o diálogo e a melhoria da gestão pública”, planeja.

Gabinete no buriti

Sem cargo ou salário no governo, Márcia tem um gabinete no Palácio do Buriti e conta com duas profissionais para apoiar o atendimento das demandas de agenda, visitas, reuniões e recebimento de propostas. “Trabalhamos no sentido de conectar o Estado, que tem a obrigação de fazer; a sociedade civil, que faz e atua em prol da cidade; e, por fim, a parcela da população que mais precisa de atenção”, frisa.

Mobilização de grupos em “rede solidária”

Abrir canais de diálogo entre o governo e a sociedade é o cerne do trabalho que a primeira-dama vem realizando, ela diz. “Temos atuado no processo de identificação e mobilização dos grupos e instituições da sociedade civil formando uma rede, que denomino ‘rede solidária’, mas que é uma construção coletiva em prol da cidade”, explica.

O objetivo, ela destaca, é potencializar a interlocução entre essa rede e o governo, levando as demandas e analisando as possíveis soluções. “Nesses últimos meses, realizamos várias ações importantes, estivemos com as redes de acessibilidade, saúde mental, fomos ao seminário de Patrimônio Cultural de Planaltina, visitamos a Casa do Candango, dentre outros”, aponta.

O resultado de reuniões e visitas, na prática, está no encaminhamento para a criação do Centro de Referência do Idoso em Planaltina e a realização do Diálogos de Direitos Humanos, promovido pela Secretaria de Políticas para as Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, em parceria com a Defensoria Pública do DF. “Também estivemos reunidos com o grupo DF em Movimento, articulamos e participamos do ciclo Diálogos Culturais – Pensando Juntos, promovido pela Secretaria de Cultura, e fizemos a entrega de cerca de duas mil latas de leite em pó que foram arrecadadas na Corrida das Águas, da Adasa, e doadas para a creche Ozanam, em Ceilândia”, finaliza.

Fonte:  Jornal de Brasília

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