Proposta do GDF muda, mas não agrada policiais civis

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João Paulo Mariano
Especial para o Jornal de Brasília

Em assembleia hoje, os policiais civis avaliarão uma nova proposta do GDF para o reajuste salarial pleiteado pela categoria, que exige equiparação com a Polícia Federal. Devido aos serviços restritos, a população continua a sofrer as dificuldades provenientes da Operação PCDF Legal.

A nova proposta saiu de uma reunião entre Ministério Público, governo e representantes dos policiais, ontem à tarde. Ela muda em parte a proposição anterior, em especial porque prevê o início do reajuste para o ano que vem, e não só em 2018, como antes. Em outubro de 2017, a categoria receberia 7%, em 2018, 7,5%, em 2019, 8,5%, em 2020, 5,0% e, por fim, em 2021, 4,5%.

Na quarta-feira passada, o governo havia proposto nenhum aumento em 2017, 8% em 2018, 7% em 2019, 8% em 2020 e, por fim, 10% em 2021. Na sobreposição dos valores com os anos, os 37% pleiteados seriam cumpridos.

Porém, nenhuma das duas opções foram bem aceitas pelo Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol- DF). “Esta nova proposta apresenta um recuo, uma vez que o GDF já havia oferecido 7% em 2017, 10% em 2018 e 10% em 2019”, avalia Rodrigo Franco, presidente do Sinpol. Segundo ele, ao final do período, a proposta atingirá 36% em cinco anos, uma vez que o cálculo será cumulativo.

A assembleia de hoje será no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão com a realização de uma caminhada até o Congresso, onde serão fincadas no gramado mais de mil cruzes, que representam o número de mortes no DF durante o mandato do governador Rodrigo Rollemberg.

O GDF reafirma que está no limite das possibilidades financeiras, orçamentárias e de responsabilidade fiscal. Diante disso, pede a compreensão da categoria para que a população e os serviços essenciais para a manutenção da segurança não sejam prejudicados.

 

 

 

 

 

 

Fonte: Jornal de Brasília

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