PRUDENTE ENTREGA DEFESA E CONFESSA CAIXA 2

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Ele reapareceu, evitou falar com a imprensa e saiu pelos fundos da Casa ontem, após votar em Wilson Lima para presidente. Ex-presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, o deputado distrital Leonardo Prudente (sem partido) entregou nesta terça-feira (2)sua defesa à Corregedoria da Casa no processo de cassação que responde por suposto envolvimento no esquema de corrupção que envolve o governo local. Flagrado colocando dinheiro de suposta propina no terno e nas meias, Prudente argumenta que espera ser absolvido e que os R$ 60 mil eram uma doação não declarada à Justiça Eleitoral. Além de Prudente, outros cinco dos oito distritais que correm risco de perder o mandato entregaram suas defesas. Os deputados Eurides Britto (PMDB), flagrada colocando dinheiro na bolsa, e Rogério Ulysses (sem partido) têm até segunda-feira para apresentar suas justificativas. Segundo Prudente, o dinheiro teria sido oferecido em 2006, como ajuda para sua campanha eleitoral, por Durval Barbosa,ex-presidente da CODEPLAN nos governos de Roriz e de Abadia e ex-secretário de Relações Institucionais do governo de José Roberto Arruda. “Foi uma doação não contabilizada”, afirmou o deputado e empresário. Quanto ao vídeo no qual aparece ao lado do deputado Júnior Brunelli (PSC) e de Barbosa orando em agradecimento à suposta propina, Prudente afirmou que não há nenhuma motivação econômica no gesto. “Aquela oração não teve absolutamente nenhum contexto econômico, basta ver o ‘antes’ que não foi divulgado”, disse. Questionado se tem receio de perder o mandato pela força das imagens, o deputado disse que espera que o pedido de cassação seja arquivado. “A minha expectativa é pela absolvição”, disse. A estratégia de alegar caixa dois pode favorecer Prudente porque o crime já estaria prescrito. Com a defesa de Prudente protocolada, o corregedor, Raimundo Ribeiro (PSDB), tem 15 dias para apresentar seu parecer decidindo se abre investigação contra o deputado na Comissão de Ética.

Prudente apresentou defesa e acredita na absolvição.

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