PSD pode ter candidato ao Buriti

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Ex-governador do Distrito Federal, Rogério Rosso diz que o seu partido vai se reunir até o dia 30 deste mês para definir os rumos da legenda. Ele ainda conta que está disponível para ser indicado e concorrer ao Buriti

Tamanho da Fonte    KAMILA FARIAS
kneves@jornaldacomunidade.com
  Redação Jornal da Comunidade

[credito=Foto: Divulgação][ampliar=sim]Rogério Rosso é presidente do Partido Social Democrático (PSD) e já foi governador do Distrito Federal, em 2010, quando José Roberto Arruda (PR) saiu do cargo por envolvimento na Caixa de Pandora. Ele nasceu no Rio de Janeiro, tem 45 anos e é advogado, político, músico e casado com Karina Curi Rosso. É formado em direito pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), especialista em marketing pela Fundação Getúlio Vargas e em direito tributário também pelo UniCeub. Foi secretário de Desenvolvimento Econômico do mandato de Joaquim Roriz (PRTB), que depois o nomeou administrador regional de Ceilândia. Durante o governo de José Roberto Arruda, foi presidente da Companhia de Planejamento (Codeplan). Candidatou-se a deputado federal em 2006, porém, não foi eleito, ficando na primeira suplência, com 51 mil votos.
Hoje, no PSD, tem o objetivo de fazer com que a legenda seja respeitada “pelo conteúdo programático e pela qualificação e identidade de lideranças e representantes”, diz. “O peso não deve ser medido  por quantidade e sim pela qualidade dos quadros e propostas”, completa.
Rosso conta que o PSD ainda não completou três anos de vida e já é um dos maiores partidos políticos do Brasil e do DF. “Nossa prioridade no DF é construir um programa partidário moderno, eficiente e exequível, que possibilite fazer com que o DF e nossa população tenham de fato a melhor qualidade de vida do Brasil”, afirma.
Segundo ele, seu nome está a disposição do partido e que serão definidas as candidaturas no tempo certo de acordo com as regras eleitorais. “Temos excelentes nomes no PSD-DF que formam um time qualificado e apto para o debate que se avizinha”, ressalta. Para estas eleições, Rogério Rosso afirma que o partido quer apresentar para a população do DF um conjunto de novos nomes, novas ideias e políticas públicas eficientes e sintonizadas com as demandas da população.

Como vê o cenário eleitoral deste ano para o DF?
É evidente que a polarização histórica das eleições no DF dificilmente ocorrerá este ano. Já podemos contar com pelo menos cinco candidaturas colocadas ao GDF e isso por si diferencia o atual cenário. Estamos a menos de 50 dias do início da campanha eleitoral e ninguém pode arriscar com precisão qual candidatura chegará ao final vitoriosa. Percebe-se nas pesquisas de opinião recentes que grande parte do eleitorado ainda não definiu em quem votar.
Você que já foi governador, acredita que o DF tem sido levado para um bom rumo?
Fico muito preocupado quando vejo alguém justificar suas dificuldades, falhas e ineficiências colocando simplesmente a culpa no passado. Uma espécie de linha do tempo onde o presente é esquecido e apenas o pretérito é validado. É muito fácil falar, criticar e apontar culpados. Difícil mesmo é mostrar resultados, ter iniciativas próprias, criativas, projetos estruturantes e eficazes que resolvam em definitivo os graves problemas que observamos em todo o Distrito Federal, suas cidades e toda população. Alguns serviços públicos, tais como a saúde, a segurança, a educação, o sistema de transportes, o desenvolvimento econômico, social e humano, dentre outros,   requerem anos e anos de investimento contínuo, planejamento, modernização e atualização de processos, capacitação e formação de recursos humanos qualificados, valorizados e motivados visando sempre a melhoria da qualidade dos serviços oferecidos.

O que acha do governo Agnelo?
Acredito que o atual governo avançou sim em algumas áreas, como os transportes e mobilidade, mas por outro lado percebe-se que poderia ter melhores resultados em áreas fundamentais como a saúde, segurança pública, infra-estrutura urbana, Entorno/RIDE, administrações regionais, desenvolvimento social, dentre outras. Mas não aponto esse ou aquele culpado. Nosso trabalho consiste em apresentar propostas, projetos, ações e políticas públicas sintonizadas com a realidade do nosso DF e Entorno e que possam ser implementadas com eficiência, rapidez e economicidade. Vamos  debater propostas e projetos e não vamos fulanizar o processo eleitoral.
Você será candidato a algum cargo nestas eleições?
O PSD ainda não completou três anos de vida e já é um dos maiores partidos políticos do Brasil e do DF e isso requer muita responsabilidade de todos nós. Nossa prioridade no DF é construir um programa partidário moderno, eficiente e exequível que possibilite fazer com que o DF e nossa população tenham de fato a melhor qualidade de vida do Brasil e melhores índices econômicos e sociais. Para isso o partido precisa eleger representantes no Poder Legislativo Distrital e Federal e no Poder Executivo local para que possamos implementar com mais segurança e legitimidade nossos projetos e ações. Meu nome está a disposição do partido e vamos definir as candidaturas no tempo certo de acordo com as regras eleitorais. Temos excelentes nomes no PSD-DF que formam  um time qualificado e apto para o debate que se avizinha.
Quando o PSD vai anunciar que rumo vai tomar? Qual coligação vai apoiar?
Até o dia 30 desse mês vamos definir os rumos do partido.

Existem conversas avançadas com quais candidatos ao GDF?
Temos procurado apresentar para todos os candidatos ao GDF as diretrizes, projetos e bandeiras do PSD para o Distrito Federal e Entorno. Recentemente tivemos a oportunidade de aprofundar nosso programa partidário junto aos partidos políticos aqui do DF. Deixamos claro que qualquer aliança com o PSD passa obrigatoriamente pelo debate e enfrentamento desses temas e projetos que consideramos prioritários para o DF, tais como o Entorno, a autonomia financeira das Regiões Administrativas, descentralização da estrutura administrativa do GDF, criação da Faculdade Distrital Pública, a PEC da Segurança Pública, o Plano de Saúde Popular, a Cidade do Conhecimento, estímulo ao empreendedorismo e as micro e pequenas empresas, a ampliação da infraestrutura e serviços de saúde, a implantação de usina termoelétrica em substituição ao Lixão da Estrutural, a implantação de um sistema de remuneração por produtividade para o nosso servidor público, intermodalidade e integração do sistema de transporte público,  etc.

Qual o projeto do PSD para as eleições?
Apresentar para a população do DF um conjunto de novos nomes, novas ideias e políticas públicas eficientes e sintonizadas com as demandas da nossa população.

Qual o o peso do PSD para o cenário político do DF?
Queremos ser respeitados pelo conteúdo programático do partido e pela qualificação e identidade de nossas lideranças e representantes. Nosso peso não deve ser medido por quantidade e sim pela qualidade de nossos quadros e propostas.

Fonte: Jornal da Comunidade

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