PT admite medo de Marina e adota tom mais agressivo na campanha

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Dilma centrou sua artilharia na ex-senadora durante o segundo debate de presidenciáveis

Érica Saboya, do R7
Integrantes da campanha da presidente Dilma Rousseff (PT) admitiram, após o debate na noite desta segunda-feira (1), preocupação com o crescimento da adversária do PSB, Marina Silva, que entrou recentemente na disputa. O tom mais agressivo adotado pela petista reflete a percepção de que as fragilidades da ex-senadora devem ser expostas pela presidente.

“Pela primeira vez a Marina perdeu a condição de outsider, da qual ela se beneficiava, e começou a ser atacada”, afirmou ao R7 um petista da coordenação de Dilma. A avaliação é que as supostas contradições no discurso de Marina precisam ser exploradas ao máximo até o fim da campanha.

Na última pesquisa Datafolha, divulgada na semana passada, as duas aparecem empatadas no primeiro turno, com 34% das intenções de voto. Sem tempo a perder, a presidente centrou sua artilharia na adversária e já abriu o debate de ontem questionando de onde ela vai tirar os R$ 140 bilhões que promete investir caso seja eleita.

Dilma disse também que apostou “na governabilidade” e que nunca negociou “contra os interesses do Brasil”.

— Sem apoio no Congresso Nacional, não é possível ter um governo estável, um governo sem crises institucionais. Não somos nós políticos que escolhemos os bons, são os eleitores pelo voto direto.

O PT acredita, ainda, que Dilma pode recuperar os votos que perdeu para a ex-senadora porque são de eleitores que não estão convencidos da candidatura de Marina. Os ataques dos adversários devem ser intensificados conforme a consolidação da ex-senadora em primeiro lugar nas pesquisas.

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