PT FLERTA COM IGREJAS PARA RECONQUISTAR O DISTRITO FEDERAL

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IDEIA DE NOVO COMANDO, NA GESTÃO DE JACY AFONSO, É RETOMAR DIÁLOGO COM AS BASES

Presidente recém-eleito do PT no DF, Jacy Afonso diz que o partido quer dialogar os problemas da sociedade “e não apenas os temas religiosos”

Com 60 mil filiados na capital, PT-DF elege nova executiva e se prepara para as eleições 2022. A ideia é se voltar para as bases, para as periferias e se aproximar das igrejas – católica e evangélicas. Há, inclusive, um entendimento interno de que deve-se buscar uma aliança de centro-esquerda.

Presidente recém eleito do PT no DF, Jacy Afonso defende que não se cometa o erro de se definir muito antes a estratégia para a eleição de 2022. Somente em 2021 é que o partido deve se organizar para enfrentar as urnas. Até lá, a sigla pretende se voltar para as bases, para as periferias e até para as igrejas,  com o objetivo de “reconquistar o Distrito Federal”.

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Quanto ao conservadorismo bem presente no segmento religioso, Jacy explica que foi criado um núcleo de evangélicos no partido e que esta é uma condição das elites das igrejas. “Queremos dialogar com esses setores os problemas da sociedade e não apenas os temas religiosos”, conta.Deputado distrital, Chico Vigilante diz que quando o PT nasceu, dialogava muito bem com as Comunidades Eclesiais de Base da Igreja Católica e “segmentos progressistas” das igrejas evangélicas, “que foram fundamentais para a criação do partido”. É ele quem lembra que o PRB, partido ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, esteve no governo de Agnelo Queiroz, no DF, quando ocupou a Secretaria de Esporte, com o hoje deputado federal Julio Cesar Ribeiro. “Isso para nós não é novidade”, conclui.

Para a próxima eleição, ele aposta que uma aliança vitoriosa tenha partidos de centro-esquerda. “Tenho dialogado com lideranças nacionais e tenho dito que sinto falto de um partido de centro”, conclui, ao lembrar que o MDB “tem esse DNA”.

Para o ex-deputado federal Policarpo, que também já foi presidente da sigla no DF, tendo sido derrotado por Jacy neste ano, é unânime no partido a ideia de que o PT precisa se aproximar das bases. “Ninguém tem divergência quanto a isso, mas, às vezes, às pessoas acham que aproxima só com diálogo, mas o que aproxima mesmo são as bandeiras”, diz.

O posicionamento político do partido nos próximos anos, aposta Policarpo, é que vai reaproximar o partido dos movimentos, sindicatos, da periferia etc. “A vontade política é um bom começo, mas é insuficiente”, afirma.
Assista à entrevista com o presidente do PT-DF, Jacy Afonso, no Poder no Quadrado Ao Vivo:

Fonte: Poder no Quadrado

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