QUANDO CEM DIAS BASTAM

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Luciano Marinho Diretor de Comunicação Social / Sinpol-DF

O GDF se aproxima dos cem dias de governo. Está difícil avaliar de modo positivo qual será o balanço desse período. Em mais de três meses, o Distrito Federal parece que ainda não encontrou os trilhos da governabilidade. Secretarias derrapam na reta do mesmo modo que as administrações ainda não mostraram nas ruas a diferença do governo findo e do reinante. Servidores públicos apreensivos e desanimados com uma política que se desenha feroz e com poucos ouvidos indicam que a máquina governamental desliza fora dos eixos das promessas de campanha. A grosso modo, parece que se administra dentro de um vácuo, não conseguindo ecoar feitos dignos de quem pretende deixar marcas de eficiência, ou algo diferente do que fomos acostumados a ver ao longo de mais de vinte anos de emancipação política do DF.
Quando vamos às ruas, mesmo nos ambientes que estão fora de nosso contexto funcional, vemos outros servidores públicos um tanto desconfiados, e severamente afetados pelas declarações do GDF em relação aos movimentos de servidores que buscam resgatar prejuízos salariais ou condições de trabalhos dignos.

Deixando demais segmentos institucionais, voltamos a nós mesmos. Enquanto policiais civis aguardamos mais que um diferencial deste governo. Acalentamos que o GDF reconheça o segmento que participamos como um dos personagens importantes de sua gestão. Não buscamos de modo cego a sob elevação do que somos, mas temos a consciência que, juntos com outras instituições que emprestam conforto social, temos o direito de exigir o razoável para que continuemos sendo referência para o Brasil naquilo que executamos: Segurança Pública de qualidade.

Por outra via, temos cobrado sistematicamente do GDF o que nos foi prometido ainda durante a campanha eleitoral e ratificado por duas Notas Oficiais, dando conta que nossas demandas eram prioridade desse governo. Mas se prioridade e ratificado seu compromisso, porque então não os cumpre, ao invés de mergulhar na apatia e no distanciamento das negociações?

Enquanto durar o silêncio que perturba e até ofende, iremos continuar fazendo o barulho necessário para cobrar desse governo o devido empenho e a atenção que merecemos enquanto trabalhadores e policiais civis que velam pela ordem e paz social. Somos forjados nas ruas e acostumados a avançar sobre terrenos acidentados quando o assunto é negociação. Temos o treinamento adequado também para perceber onde repousa o direito, a verdade ou o blefe.

Todavia, se atual política do GDF persistir por mais cem dias, sem a retomada das negociações e a oferta de novos caminhos, talvez o tempo restante seja apenas para confirmar o que experimentamos até aqui. Os velhos modos de se fazer política apenas se repetem. Só isso.

Luciano Marinho
Diretor de Comunicação Social / Sinpol-DF

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