Quem estará por trás do militar que, em mais uma tentativa, segundo ele mesmo diz, quer me desmoralizar?

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Luciano Lucas da Silva (foto) é policial militar, dos quadros da PMDF. No governo de Agnelo Queiroz ocupou cargo na administração do Plano Piloto e no governo de Rodrigo Rollemberg chegou a ocupar um cargo na Sedest. Ele voltou a vestir a gloriosa farda da Policia Militar, embora tenha tentado ser cedido à administração do Núcleo Bandeirante, onde o administrador regional era Roosevelt Villela, segundo ele, seu amigo. Luciano Lucas não conseguiu permanecer em uma função civil, como fez durante vários anos, e isso o irritou, irritou e muito.

Duas conversas gravadas, uma com 14:09 (quatorze minutos e nove segundos) e a outra com 6:09 (seis minutos e nove segundos) de duração, me foram enviadas via whatsapp. Nelas o policial militar Luciano Lucas da Silva, busca convencer seu interlocutor a prestar informações com conteúdo que, segundo ele, acabaria com a minha reputação. Para tanto, ele propõe que se fizesse um depoimento com mentiras contra minha pessoa. A finalidade, segundo ele, é acabar com a Operação Caixa de Pandora.

Logo no início da conversa, o policial diz que diversos parlamentares estão “putos”, “tu viu a sacanagem que foi feita ai contra os deputados?…” Se refere a Operação Dracón, que motivou o afastamento da Mesa Diretora da CLDF. “Foi tudo feito por ele…” se referia a mim.

Em outro trecho da conversa, Luciano diz: “sabe o que é problema? Resolve. Pode ser o tanto o que você quiser… que for,” e vai além, “eu tô acabando… eu posso acabar com a Pandora …. Eu já conversei com todo mundo envolvido nisso”. Pergunta o que o seu interlocutor quer ganhar? Pois ele resolve.

Em diversas interferências, o policial militar Luciano Lucas busca induzir seu interlocutor a confirmar algumas de suas insinuações. Chama atenção um suposto elo traçado nas conversas, onde o nome de Bruno Bonetti (foto ao lado), ex-servidor da Câmara Legislativa, é citado por inúmeras vezes. As gravações já se encontram em poder das autoridades que detêm o poder de investigar.

Não sabia o senhor Luciano Lucas que durante todos esses meses, quase todas as suas investidas chegavam ao meu conhecimento e foram gravadas (não por mim), registradas e comunicadas a quem de direito.

Meses atrás, em uma outra de suas tentativas, o militar buscava que o seu interlocutor se prestasse a conceder um depoimento contra o deputado distrital Joe Vale. Caso conseguissem cassar o parlamentar, seu suplente assumiria, e então todos os problemas seriam resolvidos com a nomeação do policial no gabinete do suplente. O interlocutor não aceitou as propostas.

As inúmeras investidas de Luciano não começaram ontem, já distam aproximadamente vinte meses, e eu esperei até onde chegariam. O que para muitos parece um tempo muito longo, para mim não foi, aprendi a esperar. Ontem finalmente a minha paciência esgotou.

Não posso me dar ao direito de mais uma vez ver minha família passar pelo que passou recentemente, quando foram acusados de serem meus laranjas em inquérito que foi arquivado em 2013 por ausência de justa causa, o que significa ausência de crime. Fatos estes divulgados por jornais do DF e pelo portal Metrópoles.

Eu poderia transcrever aqui todo o conteúdo das duas últimas gravações, revelar os nomes dos supostos envolvidos com esse policial, mas não o farei, esse papel cabe às autoridades investigativas, que devem apurar, denunciar e acionar o judiciário e a Corregedoria da Polícia Militar, caso necessário, para julgar os responsáveis pelos atos cometidos.

Desde a deflagração da Operação Caixa de Pandora, ninguém que teve participação direta ou indireta no episódio, teve a vida tão investigada quanto eu tive, durante todos esses anos foram inúmeras as tentativas de desmoralização assacadas contra mim, mas nenhuma foi tão mentirosa e sórdida quanto a última intentada. Atacaram criminosamente a minha mulher e sua família, pensava eu, que seria uma tentativa de desestabilizar o meu convívio familiar. Não era, usaram parte de uma das investigações perpetradas contra uma de minhas empresas para tentar reabrir a instrução processual da ação onde o senhor José Roberto Arruda é réu e eu vítima.

Nos inquéritos da PCDF que tiveram suas origens em uma denúncia anônima, ficou provado em todos, que não havia nenhum crime praticado por mim e muito menos por minha mulher. O último correu em segredo de justiça e nem intimados fomos. Todos foram arquivados a pedido do Ministério Público do DF, por diferentes juízes do Tribunal de Justiça do Distrito Federal.

Tudo na vida tem começo, meio e fim. Espero que todos os citados se expliquem e quem for bandido nessa história que pague. Pague, cível e criminalmente. Basta!

Peço aos meus leitores desculpas por ocupar o seu tempo para uso pessoal e em defesa da minha família.

 

 

Fonte: Edson Sombra/Blog do Sombra

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