Reestruturação: policiais civis e delegados do DF buscam negociar subsídio com GDF e governo federal

 

Categorias reivindicam cumprimento do reajuste prometido em 2019 para restabelecer simetria com as polícias mantidas e organizadas pela União.

Créditos: Ascom/Sinpol

Policiais civis e delegados de polícia do Distrito Federal estão intensificando esforços para reivindicar a reestruturação salarial de suas carreiras. As categorias estão pedindo ao governos distrital (GDF) e federal (GF) a regulamentação de uma mesa única e permanente de negociação para a Polícia Civil do DF (PCDF), a fim de iniciar discussões sobre o assunto. O ponto central dessa reivindicação é o cumprimento da solicitação do GDF, feita em 2019, para restabelecer a simetria com as polícias mantidas e organizadas pela União.

A campanha, intitulada “Unidos na Luta, Juntos pela Reestruturação”, é liderada pelos sindicatos dos Policiais Civis (Sinpol-DF) e dos Delegados de Polícia do DF (Sindepo-DF). Essas entidades destacam que desde 2016 têm trabalhado para corrigir uma disparidade salarial que surgiu quando os policiais civis e delegados do DF não foram incluídos no reajuste concedido à Polícia Federal (PF), resultando em uma diferença salarial de mais de 34% entre as carreiras e acúmulo de inflação.

Segundo Enoque Venancio de Freitas, presidente do Sinpol-DF, até 2016 as negociações salariais da PCDF e da PF ocorriam simultaneamente. Ele explicou que as corporações compartilham um histórico comum e são reguladas pela mesma legislação. No entanto, em 2016, não houve acordo para os policiais civis do DF, o que resultou em uma rodada a menos nas negociações e acumulou mais inflação em comparação com outras categorias de servidores públicos do DF e do GF.

 

“Até aquele ano, policiais civis e federais recebiam subsídios equivalentes. Quando uma proposta de reajuste era apresentada para a PCDF, o mesmo era discutido com a PF, e vice-versa. No entanto, em 2016 não houve acordo para os policiais civis do DF, resultando em anos de desvalorização salarial para a categoria, que passou a amargar uma diferença de mais de 34% em relação aos colegas da PF”, esclareceu.

Além disso, Enoque destacou que o recente reajuste de 18%, concedido em duas parcelas para os anos de 2023 e 2024, representou apenas uma parte do pedido feito em 2019 pelo governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB). O governador enviou uma proposta ao governo federal solicitando um reajuste de 37% para a PCDF, com o objetivo de restabelecer a simetria com a PF. No entanto, o pedido foi recusado pelo governo federal na época, e a categoria conseguiu avançar apenas parcialmente na atual gestão.

 

“Estamos simplesmente buscando o que o governador tentou concretizar em 2019, o que, além de uma promessa, é um direito que nos foi arrancado. Nosso objetivo é restaurar a simetria salarial que tivemos no passado, corrigir a falta de negociação nos últimos anos e reparar as perdas inflacionárias que outras categorias similares também tiveram. O reajuste recente foi apenas um primeiro passo, mas precisamos continuar avançando. Estamos prontos para dialogar com os governos distrital e federal e apresentar nossas propostas”, enfatizou.

 

Os sindicatos planejam uma série de iniciativas durante a campanha pela reestruturação, que inclui mobilizações nas redes sociais, unidades da PCDF e nas ruas, além de manifestações e assembleias para manter um diálogo contínuo com a categoria. “O papel desempenhado pelos policiais civis é vital para a segurança da capital federal e para garantir o bem-estar e a vida dos cidadãos. Valorizar esses profissionais é uma demanda legítima da população”, ressaltou o presidente do sindicato.

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