Reguffe e PDT voltam a conversar sobre um possível retorno do senador

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Brasília(DF), 25/08/2016 - Reguffe. Primeiro dia do julgamento do impeachment da presidente Dilma Roussef no Senado Federal. Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

O presidente do PDT, Carlos Lupi, disse que a legenda voltou a se aproximar do senador pelo DF José Antônio Reguffe (sem partido). Segundo Lupi, o parlamentar tem participado de encontros com dirigentes da legenda. De acordo com membros da executiva da sigla, em pauta estaria o possível retorno de Reguffe para a agremiação pela qual ele foi eleito em 2014. Como o congressista está em recesso parlamentar, a assessoria de imprensa dele não confirma as reuniões com o PDT.

“As conversas existem e estão ocorrendo entre ele e o presidente da executiva local, Georges Michel. Ainda não há uma definição sobre um retorno, por enquanto são negociações”, afirmou Lupi ao Metrópoles.

Embora membros da executiva local também confirmam as conversas de Reguffe com seu antigo partido, pessoas próximas ao senador acham improvável que ele retorne à legenda. Nos últimos tempos, o parlamentar manteve uma relação distante porém diplomática com o ex-partido.Reguffe deixou o PDT em 17 de fevereiro de 2016 por discordar de algumas posturas da legenda, como as indicações para cargos no governo e o apoio dado pelo grupo à então presidente Dilma Rousseff (PT) às vésperas de seu impeachment. Na ocasião, o senador Cristovam Buarque pediu a desfiliação do PDT e inscreveu-se no PPS. Na época, surgiram especulações de que Reguffe integraria a mesma legenda, o que não se confirmou.

O senador ficou no PDT por 11 anos. Em 2010, após um mandato na Câmara Legislativa, foi eleito o deputado federal proporcionalmente mais votado do país, com 266.465 votos. Em 2014, na disputa pelo Senado, teve votação maior do que a do governador eleito do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB). Por reunir números substantivos de eleitores, Reguffe é um nome disputado na política partidária. As conversas com a antiga legenda existem, mas não necessariamente vão evoluir para um acordo.

Fonte: Metropoles