Relator vota contra cassar mandato do senador Sérgio Moro

Nesta segunda-feira (1/4), no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE/PR),  o voto do relator,  desembargador Luciano Carrasco Falavinha contra a cassação do senador Sergio Moro já é considerado histórico

Seu voto expõe a explícita perseguição do sistema contra quem combateu a corrupção, desnuda o duplo padrão de tratamento entre outros políticos e quem atuou na Lava Jato e relembra que punições dependem de previsão legal.

Ao argumentar que Moro não cometeu abuso de poder econômico em sua candidatura vitoriosa ao Senado, em 2022, Falavinha disse que “até as pedras sabem que Sergio Moro não precisaria” de uma pré-campanha presidencial para viabilizar seu nome para o Senado pelo estado do Paraná, dando como exemplo as repercussões da Operação Lava Jato.

“Todos os anos em que a operação foi realizada com as prisões e graves reflexos políticos que trouxe deram grande visibilidade ao nome de Sergio Moro, bastando que se lembre de alguns episódios, como condução coercitiva, reputada ilícita após, do então ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, afirmou.

A defesa de Moro disse que “não há nada ilegal” em sua vitória em 2022 e afirmou que as ações contra o senador, movidas pelo PL e pela federação PT-PCdoB-PV “inflaram” o que teriam sido os gastos da pré-campanha presidencial do ex-juiz da Lava Jato.

O julgamento na Justiça Eleitoral foi suspenso após pedido de vista do desembargador José Rodrigo Sate, logo após a leitura do relatório de Falavinha, e deve ser retomado na próxima quarta-feira (3).

Na realidade nua e crua, a esquerda tenta, junto com Lula, se vingar de Sérgio Moro, mas deu um tiro no pé. Se cassar Moro, a esposa dele, Rosângela Moro se candidata e vira senadora e ele continuará forte. Se não cassá-lo, ele vira uma grande pedra no sapato da esquerda corrupta. E agora?

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