República do grampo: Uma chantagem contra Liliane, a filha de Joaquim Roriz

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Empresário ou não?

POR ANA MARIA CAMPOS – CORREIO BRAZILIENSE –

 

Circulam no meio político gravações de uma conversa entre José Flávio de Oliveira, hoje subsecretário de Articulações Parlamentares, com o então deputado Aylton Gomes. A conversa ocorreu na legislatura passada, quando o distrital disputava o cargo de corregedor da Câmara Legislativa para analisar a representação contra a deputada Liliane Roriz (PTB). … O diálogo é truncado e apenas os interlocutores podem esclarecer o conteúdo. Mas Aylton Gomes fala: “Essa situação da Liliane, você não sabe como estou constrangido”. E diz: “Eles não aceitaram pegar o caso dela se não tirasse o prejuízo quando era minha situação. Os caras me entubaram, tive que ajeitar”. Aylton Gomes também fala de cargos e cita o assessor Alexandre, que seria Alexandre Braga Cerqueira, atualmente investigado na Operação Drácon. Segundo quem acompanhou o episódio, José Flávio, então assessor de Liliane, permitiu que o diálogo fosse gravado para comprovar que havia uma chantagem contra a filha de Joaquim Roriz.

 

Emendas no papel

 

O processo legislativo da Câmara dificulta a transparência. Há cinco anos, foi criado um sistema eletrônico para acompanhamento das mudanças no orçamento, sob controle da Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (Ceof). Facilita a supervisão porque descomplica as pesquisas. Mas muitas emendas não passam pelo sistema. São feitas à mão, preenchidas a caneta e guardadas nos arquivos da Câmara Legislativa. É um bom caminho para investigação do Ministério Público do DF.

 

Empresário ou não?

 

Ao liberar os R$ 16 mil do deputado Cristiano Araújo (PSD), apreendidos na Operação Drácon, o desembargador José Divino, do Tribunal de Justiça do DF, partiu de uma informação contestada pelo próprio parlamentar: “É público e notório que CN (Cristiano Nogueira), além de parlamentar, é empresário bem-sucedido, de maneira que não se pode presumir, com a vénia devida, que seria atípico portar a quantia de R$ 16 mil”. O problema é que Cristiano Araújo alega não ser mais empresário desde 2010. O dinheiro apreendido, segundo o distrital, era o subsídio como deputado distrital.

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