RESPEITAR BIOGRAFIA?

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O senador José Sarney deu uma de “Garotinho”: quando Anthony Garotinho foi capa da revista Veja, que enumerou seus “pecados capitais” envolvendo corrupção, tráfico de influência, contratos ilegais e milionários, fraudes com a utilização de ONGs, etc, sua resposta à tais acusações foi simplesmente fazer uma greve de fome. Sua vida política acabara ali. Suas pretensões de chegar à presidência do Brasil também. Agora, Sarney, que já havia sido presidente do Senado por duas outras vezes, não quer largar o osso. E pediu “respeito” à sua biografia. Pergunto: que biografia? A família Sarney enricou no Maranhão a partir do momento em que ingressou na política. Por outro lado, o estado empobreceu. Quando foi presidente do Brasil, por acidente de percurso, Sarney levou o país à uma inflação astronômica e caos social. Que herança deixou ao país? Agora, diante de gravíssimas acusações, e a manipulação explícita da Comissão de Ética do Senado – que arquivou de uma só vez sete representações contra ele – Sarney sobe à tribuna e pede “respeito”. Sarney deveria pedir perdão ao povo, por ser um político arcaico, dissimulado, que ficou rico às custas de mandatos políticos e que acha que ética e justiça não lhe dizem respeito. Sarney precisa renunciar porque não consegue explicar nem convencer. E tem mais: o atual vice presidente do Senado, senador Marconi Perillo é outro envolvido em vários escândalos e processos. Pelo visto, a crise no Senado tende a durar mais tempo do que se pensa. Sarney precisa esquecer sua biografia e se lembrar do pobre povo do Maranhão, que o ajudou a ter um milionário patrimônio . Se tivesse mesmo uma biografia correta, teria sido eleito senador pelo Maranhão. Precisou “adotar” um longínquo estado para se eleger. Acorda, Brasil. Desperta, Maranhão! Quanto a Sarney, resta-lhe vestir um pijama, e reescrever seus romances.

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