Rodrigo Delmasso defende uso do canabidiol

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DAISE LISBOA
dlisboa@grupocomunidade.com.br Redação Jornal da Comunidade

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O deputado distrital Rodrigo Delmasso (PTN), 34 anos, eleito com 20.894 votos é, também, presidente regional do PTN. Em 2007, criou o movimento “Brasília Contra a Pedofilia” , bandeira que vai levantar na Câmara Legislativa como também a defesa da criança e do adolescente, assim como lutará pela preservação dos valores e princípios da família, e da vida. É defensor do uso do canabidiol, especialmente, por pacientes vítimas de epilepsia. Destaca, entretanto, o cuidado para não utilizar esse tipo de situação como discurso para a legalização da maconha.

Delmasso é formado em gestão pública e pós-graduado em serviço social, tendo mais de 15 anos de experiência em gestão pública. Iniciou sua vida política no movimento estudantil. Foi secretário-geral da Juventude Nacional do PSDB e participou na elaboração da PEC da Juventude e do Estatuto da Juventude. Foi Secretário de Trabalho, executando o Programa A-Tenda Trabalhador, que atendeu 150 mil pessoas e qualificou outras 30 mil no Distrito Federal, contribuindo para a redução da taxa de desemprego.

Quais as principais bandeiras de seu mandato?
A principal bandeira do nosso mandato é defender os valores da família, os valores da vida, combater a pedofilia e, principalmente, combater a corrupção.

Como será a sua interação com a população do DF?
Lançamos um aplicativo para smartphone, chamado Gabinete 24h. Nesse aplicativo, o cidadão pode encaminhar propostas, projetos e fazer comentários sobre proposições que colocamos. O cidadão pode participar diretamente do nosso mandato, ver os nossos discursos, projetos de lei e também participar das votações polêmicas, mandando sugestões para que possamos encaminhar dentro da Câmara Legislativa. Nosso mandato é para o povo.

Também vamos levar o gabinete às ruas para ouvir a população, caminhar nas feiras, nos pontos de táxi. Ouvindo, vamos encontrar soluções.

Ao se falar do ser humano, como o senhor encara os projetos que atendem ao apelo da população, como o polêmico canabidiol, que recentemente saiu da lista dos medicamentos proibidos?
Foi um avanço, essa questão da reclassificação da Anvisa em relação ao canabidiol, até porque é uma substância que, comprovadamente, tem ajudado e muito no tratamento dos pacientes com epilepsia. Acredito que tudo aquilo que venha trazer algum desenvolvimento, algum tipo de solução para doenças, ou até mesmo para alguma deficiência, deve ser valorizado. Obviamente, com um certo controle para que não haja dependência. Precisamos ser ponderados, não podemos demonizar, mas também não podemos generalizar legalizando, pois sabemos que isso pode gerar uma certa dependência.

Então o senhor aprova?
Sou favorável.

Não é meio controversa essa sua aprovação, uma vez que o senhor está vinculado à igreja evangélica Sara Nossa Terra?
Não, até porque isso vai salvar vidas, e a Anvisa estabeleceu quais são os controles. O que não podemos é utilizar esse discurso para legalizar a maconha, é diferente. Por exemplo, a morfina é uma substância do ópio, que é uma substância proibida no Brasil, mas a morfina é comercializada. O que não podemos é generalizar.

É um avanço na medicina que vai atender milhares de brasileiros. O senhor acha que há mais benefícios do que efeitos colaterais?
Com certeza! O canabidiol é parte da maconha que não causa dependência, o único efeito colateral é que a pessoa que o utiliza sente sono. Com certeza a causa vai trazer muito mais benefício. Agora, tomando cuidado para não utilizar esse tipo de situação como discurso para a legalização da maconha.

O senhor concordaria em utilizar esse medicamento em alguém de sua família?
Com certeza! Minha filha mais nova tem um atraso psicomotor e foi receitado o canabidiol para ela logo após a liberação do Conselho Federal de Medicina. O médico dela receitou, eu entrei com um pedido de importação na Anvisa e ela já está usando o canabidiol.

Há alguma proposta sua nesse início de mandato, que envolva esse medicamento ou algum outro que seja polêmico?
Existe um projeto de lei que encaminhamos à CLDF, que inclui o canabidiol na lista de medicamentos a serem fornecidos pela rede pública do DF. O canabidiol é muito caro e uma família de baixa renda não conseguiria pagar. Acredito que a rede pública pode incluir na lista de medicamentos de alto custo para fornecer às famílias que precisam.

 

Fonte: Jornal da Comunidade

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