Rodrigo Maia, Jovair Arantes e André Figueiredo buscam votos na Câmara

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O PT tenta traçar uma estratégia para conseguir uma vaga na Mesa Diretora

Montagem: Lucio Bernardo Junior/Câmara dos Deputados, Valter Campanato/Agencia Brasil e Jhonatan Vieira/Esp. CB/D.A Press

O presidente da Câmara dos Deputados que for eleito na próxima quinta-feira terá, diante de si, desafios gigantescos: um do qual pode ser condutor e outro sobre o qual não tem nenhum controle. O futuro comandante da Casa será o responsável por colocar em votação as reformas encaminhadas pelo Palácio do Planalto com temas espinhosos: as reformas da Previdência, Trabalhista e Tributária. Por outro lado, terá de conviver com os desdobramentos da Operação Lava-Jato e o levantamento do sigilo das delações da Odebrecht, que, se especula nos bastidores, envolvem mais de 200 parlamentares, entre deputados e senadores.

Por enquanto, há três candidatos na disputa: o atual presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), Jovair Arantes (PTB-GO) e André Figueiredo (PDT-CE), que, por enquanto, é o único da oposição. O PT, que tem uma das maiores bancadas, não deverá ter uma candidatura própria. “A prioridade do partido é garantir uma secretaria na Mesa Diretora e isso só será definido na terça-feira”, afirmou o líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini (SP).
Nos bastidores, as informações são que o partido está bastante dividido sobre a questão. A ala majoritária, da corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), está propensa a negociar com o PMDB a primeira-secretaria da Mesa, e, segundo fontes da bancada, 80% da CNB apoia Maia, e 20% está com o candidato do Centrão, Jovair Arantes. A Muda PT, a esquerda mais radical, que tem como lema que “não vota em golpista”, é contra. Outra corrente, a Mensagem, tende a fortalecer o candidato pedetista André Figueiredo, que já tem garantido o suporte da Rede.
Com 58 assentos na Câmara, o PT poderá ser o fiel da balança para melar a vitória de Maia no primeiro turno, que exige 257 votos dos 513 deputados. Jovair, líder de um bloco com 73 parlamentares, está fazendo corpo a corpo com o baixo clero e, com isso, pode chegar a ter pelo menos 130 votos da base governista. Se PT e PCdoB se aliarem com o PDT, incluindo Rede, Figueiredo tem garantidos de 100 a 105 votos, dividindo as forças na eleição, aumentando as chances de um segundo turno.
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