Rollemberg insiste gastar 1 bilhão do orçamento só para irrigar a máfia dos transportes públicos do DF montada em cima de uma fraude

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Nenhum dos 24 deputados da Câmara Legislativa e muito menos o Tribunal de Contas, Ministério Público e Tribunal de Justiça do Distrito Federal tem qualquer dúvida que o atual sistema de transportes públicos que opera no DF, é tocado por uma máfia com indícios vigoroso de formação de cartel, por causa da composição dos consórcios constituídos por empresas vinculadas às mesmas famílias e grupos econômicos, bem como pelo direcionamento que foi feito da licitação a essas empresas.

Após ter ouvido o longo depoimento do vereador curitibano Jorge Bernardi (PDT), que veio a Brasília nesta quinta-feira (3), para contribuir com informações como presidente da CPI dos Transportes de Curitiba, o presidente da CPI dos transportes de Brasília da Câmara Legislativa, Bispo Renato Andrade (PR), concluiu que há muita coincidência entre os modus operandi da máfia dos transportes públicos de Curitiba com a máfia dos transportes públicos do Distrito Federal.

As coincidências apontadas pelo deputado Renato Andrade está no fato de aparecerem lá em Curitiba e aqui no DF o nome de Dante Jose Gulin e do grupo Constantino que também controla a companhia área Gol.

Diante das mais diversas oitivas feitas pela CPI dos Transportes na Câmara Legislativa a minuta do relatório desenhada pelo relator Raimundo Ribeiro (PSDB) já sente o cheiro das falcatruas no ato da licitação iniciada em 2011 e concluída após dois anos, projeto que dividiu o DF em cinco “bacias”.
O Tribunal de Justiça do DF aceitou em abril a denúncia do Ministério Público contra o ex-secretário de Transportes José Walter Vazquez, o advogado Sasha Reck , o ex-diretor do DFtrans, Marco Antonio Campanella e de outras duas pessoas suspeitas de montar irregularidades na licitação do transportes. O processo tramita na 1ª Vara da Fazenda Pública.

O deputado Raimundo Ribeiro, relator da CPI, faz uma conclusão previa ao Radar de que o seu relatório deve pedir a completa anulação do certamente por irregularidade apuradas e por favorecimento às empresas que exploram o transportes coletivo no DF.

Apesar de todos esses indícios, cercados de fraudes por todos os lados, no entanto o Governo de Brasília pretende repassar cerca de R$ 1 bilhão, até o final do ano, as empresas que exploram o caro e imprestável transporte coletivo do DF. Em maio passado, o governo Rollemberg passou o Sistema de Bilhetagem Automática para os permissionários que operam o serviço na capital. Agora é a raposa tomando conta do galinheiro e quem paga a conta é o usuário.

“Há um consenso entre os 24 deputados desta casa de não aprovar qualquer suplementação para pagamento das empresas de transportes públicos sem que antes o governo mande as planilhas detalhadas de como vai ser usado o dinheiro”, disse o presidente da CPI, Bispo Renato. A posição dele foi referendada pela presidente da CLDF, Celina Leão (PDT) e pelo relator Raimundo Ribeiro.

Em março deste ano a Secretaria de Mobilidade pediu suplementação no valor de R$ 120 milhões para o pagamento dos empresários do setor de transporte público. O recurso foi aprovado. Agora o GDF pede que seja aprovado um crédito suplementar de R$54 milhões para custear o sistema. Outros dois aportes do mesmo valor, segundo a Secretaria de Mobilidade Urbana serão necessários para manter os ônibus circulando no DF, setembro e outubro.

 

 

Fonte: Radar Condomínios

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