Rollemberg reafirma que pegou caixa do GDF com rombo de mais de R$ 3 bi

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31/10/2014. Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press. Brasil. Brasilia - DF. Palácio do Buriti encontro entre o Governador Agnelo Queroz e o Governador eleito Rodrigo Rollemberg.

Em coletiva, governador do DF rebate depoimento do TCDF de que “montante de disponibilidade financeira da administração direta, deduzindo-se os recursos relativos a fundos e ao Poder Legislativo, em 31 de dezembro, era de R$ 4,7 milhões”
Matheus Teixeira
O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) convocou coletiva na tarde desta segunda-feira (1º/6) para comentar auditoria do Tribunal de Contas do DF (TCDF) sobre a situação financeira do GDF no fim do ano passado. O socialista rebateu afirmações de que o TCDF teria “desmentido informações dadas pelos atuais chefes do Palácio do Buriti” e aproveitou, mais uma vez, para criticar o ex-governador Agnelo Queiroz (PT). “Quero protestar contra informações enviesadas dadas sobre o relatório, que buscam tentar abalar a credibilidade do governo”, afirmou.

Segundo ele, as apurações do órgão de controle reafirmam tudo o que disse desde que venceu a eleição. “Todas as informações prestadas por nós no início do governo estão aqui claras. O relatório confirma tudo o que dissemos: que pegamos o caixa zerado, que o mandato passado descumpriu a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e que recebemos um rombo de mais de R$ 3 bilhões”, ressaltou.

A auditoria, logo nas primeiras páginas, constata: “o montante de disponibilidade financeira da administração direta, deduzindo-se os recursos relativos a fundos e ao Poder Legislativo, em 31 de dezembro, era de R$ 4,7 milhões”. Rollemberg, entretante, quando assumiu, não informou nada sobre os R$ 4,7 milhões. Havia divulgado apenas que recebeu o GDF com “R$ 64 mil na Conta Única do Tesouro”.

Ele tentou explicar a diferença nos números. “Esse valor foi encontrado em mais de 1,2 mil contas existentes no GDF. Claro que não tínhamos como somar os saldos de todas essas contas. E o relatório afirma, ainda, que o valor de R$ 4,7 milhões não pode ser avaliado isoladamente, pois depende de comparação com as obrigações financeiras não quitadas, que ficaram para serem resolvidas em 2015”, disse.

Ainda na coletiva de imprensa, Rollemberg decretou situação de emergência na limpeza pública da capital e disse que a medida é “para podermos usar instrumentos caso tenhamos episódios como da semana passada, de fechamento do lixão, especialmente para que possamos usar outros aterros saniatarios, como o de Planaltina, em Goiás, para fazer destinação do lixo”, declarou.

 

 

Fonte: Correio Braziliense

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