Rollemberg resolve reestruturar a articulação política e social do governo

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Divisão de funções na articulação é para fazer as pazes com setor produtivo, sindicatos e deputados

Millena Lopes
millena.lopes@jornaldebrasilia.com.br

Em uma tentativa de se relacionar melhor com a Câmara Legislativa, o setor produtivo e os sindicatos que representam os servidores públicos, o governador Rodrigo Rollemberg resolveu reestruturar a articulação política e social do governo, com a divisão dos trabalhos nas pastas adjuntas à Casa Civil. Com a chegada de José Flávio de Oliveira para cuidar exclusivamente dos assuntos legislativos, Igor Tokarski se dedicará ao relacionamento com sindicatos e setor produtivo, conforme o próprio governador.

Na Secretaria Adjunta de Assuntos Legislativos, José Flávio deve enfrentar a fúria de deputados que ainda esperam definição de espaços e cargos no governo. Rollemberg já começou a cumprir com o que prometera na semana passada, quando nomeou cinco novos administradores regionais. Parte dos deputados que formariam a base aliada na Casa, no entanto, ainda esperam  suas fatias do bolo.

Desafios

O nome do articulador político foi reivindicado pelos próprios deputados. E, com a sinalização do Palácio do Buriti de que uma divisão de cargos pode acalmar os ânimos no Legislativo, ele seria a figura que faltava para intermediar as relações. “Pretendo manter um relacionamento com os deputados com muita transparência e frequência, discutindo e ouvindo as opiniões deles”, promete José Flávio.

Base e oposição serão chamadas para discutir as pautas do Executivo. “Precisando, a gente leva a equipe técnica para esclarecer, tirar dúvidas e acolher sugestões”, destaca. “Vamos ver se a gente agiliza as coisas, para evitar essa demora em algumas respostas”, diz.

O governo, ele aponta, tem interesse no bom relacionamento com a Casa. “Nós precisamos do Legislativo e vice-versa”, acrescenta.

Saiba mais

O caminho para melhorar a relação entre governo e servidor pode ser longo. Em entrevista ao Jornal de Brasília, na semana passada, o governador Rodrigo Rollemberg acusou os sindicatos de manipularem a opinião pública contra as parcerias com organizações sociais para a gestão de unidades de saúde.

Ele disse ainda que as entidades são injustas ao apontá-lo como responsável pela articulação para aprovar o Projeto de Lei 257/2016, de autoria do Governo Federal, que propõe o reequilíbrio fiscal dos estados e, junto com elas, medidas que impactam negativamente sobre os servidores, como congelamento de salários e de concursos públicos.

 Tentativa de acertar ponteiros com servidores

Logo após deixar a presidência interinamente, o vice Michel Temer (PMDB) realizou reuniões com aliados para definir a equipe que assumirá o governo caso o afastamento temporário da presidente Dilma Rousseff seja aprovado pelo Senado.

Temer se reuniu na manhã de ontem com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, no Palácio do Jaburu por quase seis horas e meia. O empresário saiu afirmando que “em hipótese alguma” apoiará em um eventual governo Temer o aumento da carga tributária.

O presidente da Fiesp afirmou não ter discutido com Temer sobre nomes de um eventual governo caso o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff seja aprovado pelo Senado. Skaf é cotado para assumir um dos ministérios em uma gestão Temer.

Condições

Já no sábado, em meio a protestos em frente ao Palácio do Jaburu, Temer recebeu o ex-ministro das Cidades e o presidente do PSD, Gilberto Kassab, além do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, cotado para assumir o Ministério da Fazenda. Mas Meirelles teria respondido que aceitaria assumir a pasta, desde que pudesse dar a palavra final sobre todos os nomes da área econômica de eventual novo governo.

Fonte: Jornal de Brasília

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