RORIZ FALA EM PROGRAMA PARTIDÁRIO

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Do Correio Braziliense: De olho nas eleições de outubro, o ex-governador Joaquim Roriz fará seu primeiro pronunciamento público depois do início da crise política. Roriz será o protagonista do programa eleitoral do Partido Social Cristão (PSC), que vai ao ar hoje, na quinta-feira e no sábado. O discurso será transmitido por todas as redes abertas de televisão e rádio, e foi gravado na casa do ex-governador, no Park Way, no último domingo. Sem citar o nome do governador afastado José Roberto Arruda, Roriz classifica o escândalo político como “vergonhoso” e “escandaloso” e afirma ser contra a intervenção federal em Brasília. Ao todo, serão 30 inserções, com 30 segundos cada.

Os assessores optaram por gravar o programa sem teleprompter — equipamento acoplado à câmara que exibe o texto a ser lido. “A ideia era deixar a gravação com um clima de informalidade, como se ele estivesse conversando com os telespectadores”, revela o assessor de imprensa de Roriz, Paulo Fona. O ex-governador foi orientado a não comentar em público as denúncias de corrupção no governo e os desdobramentos da Operação Caixa de Pandora. O objetivo principal foi atrair ainda mais atenção para o seu pronunciamento partidário na televisão e no rádio.

Em seu discurso, Joaquim Roriz diz que vê com “indignação” as denúncias de corrupção, mas afirma acreditar em uma decisão do Judiciário para solucionar a crise política da cidade. “Eu vejo firmeza na Justiça. A Justiça vai punir, vai fazer como ela está fazendo. Por um lado, eu fico com uma profunda decepção. Por outro, cheio de esperança de que a Justiça cumpra seu dever”, diz o texto gravado pelo ex-governador. Dos quatro textos escritos pela assessoria de Roriz, dois falam exclusivamente sobre a possibilidade de intervenção federal. “Intervenção não é a solução. Ela é traumática. Por outro lado, eu acho que quem tem que resolver isso é a Assembleia Legislativa (Câmara Legislativa)”, critica o ex-governador.

No pronunciamento, Roriz vai dizer ainda que os deputados distritais precisam ser mais ágeis na busca por soluções. “Brasília não pode perder a sua autonomia política, ela é a hospedeira dos três poderes da República”, justifica Roriz, em seu discurso. “Eu acho que precisa nós discutirmos e buscarmos a unidade da sociedade. Nós estamos apoiando é o soerguimento de uma cidade que nós todos aprendemos a admirar e amar, que é a capital do meu país”, dirá o ex-governador durante o pronunciamento.

Acusado pelos partidários de Arruda de ter orquestrado a divulgação dos vídeos em que políticos aparecem recebendo dinheiro, Roriz nega qualquer envolvimento com as denúncias. “Não existe nenhuma possibilidade de isso ter acontecido. Ele soube das denúncias pela televisão, depois que estourou a operação Caixa de Pandora. Foi pego de surpresa como todos os brasilienses”, afirma o assessor do ex-governador, Paulo Fona.

Além de ser a estrela do programa local do PSC, Roriz também gravou uma inserção para a transmissão nacional da legenda. Vai falar de suas realizações na área de meio ambiente, quando era governador. Ele vai citar a despoluição do Lago Paranoá e a criação da primeira secretaria de meio ambiente do Brasil.

Joaquim Roriz é filiado ao nanico PSC desde 30 de setembro do ano passado. Pouco mais de dois anos depois de renunciar à vaga no Senado acusado de participar de um negócio nebuloso com o empresário Nenê Constantino, ele deixou o PMDB alegando falta de apoio político para viabilizar sua candidatura ao GDF. No dia da assinatura de sua filiação, o Correio perguntou a Roriz se Arruda seria seu principal adversário em 2010. A resposta foi: “Hoje pode ser. Amanhã não saberei”.

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