RORIZ MANTÉM CANDIDATURA E DIZ QUE NÃO É HOMEM DE “PLANO B”

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ELEIÇÕES 2010 – DISTRITO FEDERAL

“Não sou homem de plano B. Meu plano é disputar a eleição e vencê-la”. A declaração é do candidato do PSC ao GDF, o ex-governador Joaquim Roriz, em entrevista ao jornal Tribuna do Brasil. Ele teve a sua candidatura barrada na terça-feira pelo TSE e vai recorrer ao Supremo para ter o direito de disputar a eleição do dia 3 de outubro próximo.

Apesar das dificuldades, Roriz garante que não vai desistir, pois  é candidato  e vai até o fim. “Vou recorrer ao Supremo para garantir o meu direito de ser candidato”, diz.
Em relação ao seus planos para o GDF, o ex-governador é ambicioso. Ele diz promete gerar empregos e implantar projetos como  a cidade-saúde, a construção de 120 mil apartamentos populares, a conclusão das obras já iniciadas.  Leia a entrevista do ex-governador:

Na terca-feira,  o TSE decidiu manter a sua candidatura  impugnada. O senhor vai desistir?

Joaquim Roriz –   De jeito nenhum! Sou candidato e vou ate o fim. Vou recorrer ao Supremo Tribunal Federal para garantir o meu direito de ser candidato. O Supremo é o guardião da Constituição. Ele garante o direito de todos. O Brasil tem uma Constituição e o Supremo é quem a guarda, a protege daqueles que tentam alterá-la. Estou confiante de que lá serei vitorioso.

O senhor tem um plano B?

Não sou homem de plano B. Meu plano é disputar a eleição e vencê-la. Só não farei isso se o STF não permitir. Mas repito: meu nome estará na urna eletrônica no dia 3 de outubro.

Por que o senhor acha que o povo deve escolhê-lo governador pela quinta vez?

Porque precisamos pensar em Brasília para os próximos 50 anos. Precisamos ter a visão de futuro, pensar grande. Construir um aeroporto internacional de cargas, uma cidade-saúde, projetos que tenham a dimensão e a grandeza de Brasília. A cidade precisa de alguém com experiência, que tenha conhecimento dos problemas do Distrito Federal e saiba como resolvê-los. Fui governador por quatro vezes, não sou um aventureiro, e o povo me conhece muito bem.

Como o Sr pensa em resolver o problema do desemprego no DF ?

Gerando empregos com a implantação de grandes projetos como a cidade-saúde, a construção de 120 mil apartamentos populares, a conclusão das obras já iniciadas. Pretendo buscar recursos no exterior, atrair investidores que possam, em parceria com o governo, executar esses e outros projetos que gerem empregos para o povo de Brasília.

As últimas pesquisas divulgadas assustam o Senhor ?

De maneira alguma, até porque em todas elas eu lidero as intenções de votos e, em alguma delas, tenho mais de dez pontos de vantagem sobre o adversário mais próximo. Os números dessas pesquisas indicam que posso ganhar no primeiro turno, o que vai acontecer.

A questão da lei da “Ficha Limpa” atrapalha sua candidatura?

Veja bem, estou sendo vítima de uma infâmia por parte de um adversário, que colocou na televisão que estou impugnado. Isso é mentira! Sou candidato e vou até as últimas instâncias para garantir o meu direito que a Constituição do País me garante. Eles tentam enganar o povo, mas o povo sabe que eles estão mentindo. Posso lhe dizer, também, que já estou acostumado com isso tudo.

Como assim, acostumado com isso tudo?

Desde a minha primeira eleição, em 1990, o PT tenta ganhar de mim no tapetão. Naquela ocasião, o julgamento final, no Supremo Tribunal Federal, foi realizado faltando 32 dias para a eleição e eu venci no primeiro turno. Depois, em 1998, eu ganhei do Cristovam no Governo e eles inventaram um luto – a verdade é que eles não aceitam a derrota e nem o jogo democrático. Em 2002 inventaram mais de 50 denúncias eleitorais, fomos para o Tribunal e novamente ganhei deles nas urnas e na Justiça. Então, eles são assim mesmo: perdem e apelam.

A sua proposta da “Cidade da Saúde” é viável?

Totalmente viável. Temos a área em um local adequado, temos como atrair grandes investidores, grandes instituições médicas reconhecidas internacionalmente e que gostariam de estar em Brasília. Afinal, Brasília é o centro do País, está muito bem localizada. Concederemos incentivos a essas empresas e vamos criar um único local em que as pessoas possam fazer todos os exames que precisa, ser atendida pelo médico e, se for o caso, fazer a cirurgia. Lá vamos levar a Universidade Medicina e transformar a cidade-saúde num centro de excelência de todas as especialidades médicas.

Qual sua proposta para o chamado Entorno do DF ?

Precisamos encarar essa questão do Entorno de frente. O problema já existe e tem gente que não quer enxergar. A população do Entorno é muito mais ligada a Brasília do que a Goiás. Usa o nosso sistema de transporte, os nossos hospitais, as escolas e a segurança do Distrito Federal. Então, precisamos pensar grande, como eu já disse antes.

No caso do Entorno, o que significa pensar grande?

É discutir, com seriedade, sem demagogia e sem preconceito, a questão da ampliação do quadrilátero. Quando Juscelino Kubistchek, em 1956, criou a Novacap para construir a nova capital, reduziu o quadrilátero de 15 mil para 5 mil quilômetros, inclusive porque o governo federal não tinha dinheiro para indenizar os donos de toda essa terra. Precisamos voltar a esse tamanho original e criar espaços em Brasília para construirmos um aeroporto internacional de cargas, um pólo industrial em Cristalina, projetos grandiosos.

Quais as propostas que o Sr. destacaria no seu programa de governo?

Além das que falei, vou implantar três bolsas que considero importantíssimas: a bolsa-desemprego, para quem passa dificuldades, a bolsa-concurso, para quem não tem dinheiro para pagar um cursinho preparatório, e a bolsa-remédio, para quem não tem dinheiro para pagar seus medicamentos, que hoje em dia pesa muito num orçamento familiar, especialmente para quem tem doenças crônicas.

E quais são seus planos para a Copa do Mundo?

Criar uma Secretaria Especial da Copa do Mundo, com data para começar e data para acabar. Uma copa de futebol atrai a atenção de todo o mundo, Brasília será vista por milhões de pessoas no globo terrestre. Precisamos prepará-la, a sua rede de hotelaria, o sistema de transporte, o aeroporto, os hospitais, a segurança, enfim tudo. E ainda vou lutar para que Brasília faça o jogo de abertura da Copa do Mundo!

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