ROSSO COMPLETOU UM MÊS NO GDF

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O governador tampão do Distrito Federal, Rogério Rosso (PMDB), completou nesta quarta-feira (19) um mês no cargo. Nesse período, ele já enfrentou uma crise de denúncias na saúde, alterou a distribuição de verba nos hospitais, recebeu reclamações sobre o atraso nas obras para a Copa do Mundo e ainda enfrenta o fantasma da intervenção federal, tese que perdeu força depois que ele assumiu o comando do DF.

Rosso foi eleito por eleição indireta, convocada depois que a Justiça eleitoral cassou o mandato do ex-governador José Roberto Arruda por infidelidade partidária. Arruda deixou o DEM depois que foi citado como o mandatário de um suposto esquema de pagamento de propina dentro do governo do DF, revelado pela operação Caixa de Pandora. Arruda chegou a ser preso em meio às investigações, mas sempre negou envolvimento.

Em entrevista à Record, Rosso destacou os trabalhos feitos na área da saúde e afirmou que a prioridade do governo daqui pra frente é concluir as obras inacabadas. O governador disse ainda que não será candidato à reeleição em outubro.

– A gente pretende entregar um governo sem dívida para o ganhador das eleições. O foco de todo o governo é entregar obra, não estamos preocupados com outubro.

Entre as ações que mais têm sido ressaltadas por Rosso, estão as relacionadas à área de saúde, com destaque para o Programa de Descentralização Progressiva de Ações de Saúde. O programa visa dar mais autonomia e agilidade ao funcionamento dos hospitais e centros de saúde, permitindo a compra de insumos e medicamentos pela própria instituição.

Para reduzir os estragos de uma série de denúncias na imprensa sobre a falta de equipamentos, remédios e profissionais nos hospitais, o governador anunciou ainda a contratação de 592 médicos para a rede pública.

A crise que se instalou no DF desde a operação Caixa de Pandora da Polícia Federal afetou também o andamento de grandes obras, entre elas as que prepararam Brasília para ser uma das sedes da Copa do Mundo da FIFA, em 2014.

Para evitar um mal estar ainda maior com os representantes da comissão fiscalizadora, o governador mandou a Novacap iniciar as obras no Estádio Mané Garrincha antes mesmo da licitação da obra, já que pelo cronograma da FIFA a reforma já deveria ter começado, mas o edital do governo prevê a licitação apenas para o dia 7 de junho.

Política

Apesar dos bons resultados na entrega de obras e na saúde, o governador tem desagradado no  campo político. Em apenas um mês de gestão, Rosso estremeceu as relações políticas com o deputado Tadeu Filippelli (PMDB), um de seus principais aliados.

Filippelli foi um dos maiores articuladores da aliança que possibilitou a eleição de Rosso, mas acabou contrariado recentemente pelo “pupilo”. Rosso exonerou o indicado de Filippelli para a Secretária de Obras e, a contragosto do deputado, nomeou o procurador Inácio Magalhães para a vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do DF.

O nome de Magalhães também não agradou a bancada petista da Câmara Legislativa, que abandonou a votação que aprovou o conselheiro para a vaga.

Para o deputado Cabo Patrício (PT), que ocupava a vaga de presidente da Câmara do DF na época da eleição de Rosso, o governador tampão ainda não mostrou “a que veio”.

– Ele ainda não se acertou, sentou na cadeira e ficou. Não mostrou a que veio e o fantasma da intervenção continua rondando o Distrito Federal.

Segundo Patrício, Rosso só agiu sob pressão, como fez na crise da saúde, e criticou essa postura, dizendo que é necessário que ele tome mais iniciativas:

– O governador deve ser proativo e antecipar os problemas da sociedade.

De acordo com o deputado, o pouco tempo de mandato do governo tampão – que é menor do que um ano – não pode servir de desculpas para a demora na realização de projetos em benefício da comunidade.

– Não vejo mudança nenhuma [durante esse mês]. Você anda na rua e as pessoas ainda reclamam das mesmas coisas.

Durante entrevista à Record, Rosso disse que tem “matado um leão por hora”, para resolver os problemas existentes. O governador também reclamou da dificuldade de ter assumido o governo em meio a uma grave crise e que isso, somado à falta de um período de transição, dificulta o andamento da máquina pública.

Informações do R7.

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