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8 de agosto de 2020
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Sandra Faraj perde processo mobilizado contra o Jornalista Donny Silva

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Ex-deputada Sandra Faraj e pastora da igreja Ministério da Fé perde briga judicial contra o jornalista investigativo Donny Silva. A sentença foi publicada na última Terça-Feira (28), e a ex-deputada deverá pagar as custas processuais e o honorário de sucumbência do advogado de Donny Silva.

A História

O Jornalista Donny Silva denunciou em 2018 um áudio vazado de um processo do Ministério Público que segue em segredo de justiça até hoje. Em um dos cinco áudios,  a ex-deputada Sandra Faraj pede para sumir com todos as provas do computador, pois ela não gostaria de responder a justiça caso sofresse busca e apreensão.

Conteúdo questionado:

Tocador de vídeo

 

Sandra Faraj entrou com processo contra Donny Silva solicitando à justiça a retirada da matéria e requerendo indenização por dano moral. Sandra justificou em sua defesa que  a publicação desse áudio foi o motivo da derrota nas eleições, obtendo a queda vexatória de 67% dos votos, ficando desempregada e sem apoio político.

A ex-deputada chegou ao absurdo de alegar em sua defesa que embora seja ela no áudio, o áudio está fora de contexto e por não ter contexto, o áudio não poderia ser considerado, com isso, ela deveria ser reparada e a matéria ser excluída do Blog Donny Silva.

No áudio, Sandra Faraj orienta seus discípulos que destrua todas as provas com propósito de ocultar provas da justiça.

Entra como Hacker e Destrói!! E tem que ficar quieto orando, porque já bateu na casa de muita gente (A polícia) e pode bater lá em casa também. Se der busca e apreensão na empresa ou lugar grande (Igreja) e pegarem alguma coisa lá, eles vão olhar e não vão encontrar nada, agora, se encontrar… ai você vai ter que se explicar. Não pode encontrar!!! Porque esvazia o discurso de qualquer pessoa. Sandra Faraj (Atual pastora do Ministério da Fé)

Conclusão do Juiz:

Após vários meses de análise, o Juiz entendeu que Donny Silva não produziu áudio falso, mas apenas divulgou áudio da autora.

É de se ver que, não obstante a sensação de ofensa à honra experimentada pela autora, da análise da notícia veiculada, não se verifica a existência de ilegalidade ou de ofensa a algum direito da personalidade da requerente, de tal sorte que não cabe ao Poder Judiciário impedir a livre manifestação do pensamento, ainda que em caráter jornalístico. Da análise do áudio e da matéria jornalística colacionados aos autos, não se verifica, em momento algum, a ofensa à honra ou à imagem da autora. Assim não há que se falar em determinação de retirada da matéria jornalísticas indicada pela autora, por ausência de comprovação de ilegalidade em seu conteúdo. Reconhece-se, portanto, a liberdade de expressão de quem a publicou, sendo que determinar retirada ou indisponibilidade do texto configuraria clara ofensa a esse princípio constitucional. MATHEUS STAMILLO SANTARELLI ZULIANI
Juiz de Direito

A sentença:

Forte nessas razões julgo IMPROCEDENTE O PEDIDO formulado pela parte autora, e assim o faço com resolução do mérito nos termos do art. 487, I, do Código de Processo Civil.

Por fim, em face da sucumbência, condeno a parte autora no pagamento das despesas processuais e dos honorários advocatícios à Curadoria Especial, que ora arbitro em 10% [dez por cento] sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 85, §2º, do Código de Processo Civil.

Considerando o patrocínio pela Defensoria Pública Do Distrito Federal, a verba oriunda da sucumbência deverá ser revertida ao Fundo de Apoio e Aparelhamento da Defensoria Pública do Distrito Federal – PRODEF – (art. 3º, da Lei Complementar Distrital nº 908/2016), que deverão ser depositados no Banco de Brasília S.A. – BRB, Código do banco 070, Agência 100, conta 013251-7, PRODEF.

Oportunamente, transitada em julgado, não havendo outros requerimentos, intime-se para recolhimento das custas em aberto, se houver e, após, dê-se baixa e arquivem-se, observando-se as normas do PGC.

Publique-se. Intimem-se. Sentença registrada eletronicamente.

Em junho deste ano, o Blog de Olho no Poder enfatizou uma denúncia de tráfico de influência da ex-deputada no TJDF. Sandra indicava nomeações de parentes de desembargadores do TJDF na Secretaria de Justiça (SEJUS) com salários gordos em troca de favores jurídicos.

A matéria você pode ver aqui:

Após a publicação da matéria, Sandra Faraj busca meios de processar o Blog de Olho no Poder e torce para que o processo chegue na mão de algum comparsa.

Sandra não se cansa de tentar cercear a liberdade de imprensa. Hoje, por estar desempregada, Sandra busca dinheiro em causas na justiça.

Memorial Sandra Faraj:

A ex-deputada tem tentado de todas as formas entrar no Governo Federal e no Governo Estadual, e a estratégia é sempre a mesma: criar uma imagem de vítima! Dizer que é perseguida por defender bandeiras cristãs, que sofre por ser defensora da família, que sofre por ser mulher tentando entrar na política e que é vítima de fake news.

Vale ressaltar que Sandra Faraj, ao entrar em seu primeiro (e único) mandato,  fez tudo ao contrário do prometido em campanha, veja as principais presepadas:

  • Negociou silêncio com Governo Rollemberg, teve autonomia de nomear mais de 300 cargos em troca de não cobrar o governo, votando a favor de pautas de aumentos de impostos;
  • Usou cargos públicos para beneficiar familiares, pastores e liderança da igreja com objetivo de desonerar a folha de pagamento da igreja e sobrar mais dinheiro para o irmão;
  • Destinou emendas parlamentares para festa genuína usando nome de laranja para desviar recurso público. Vale ressaltar que na festa eles enchiam a boca para dizer que o governo não ajudava em nenhum centavo, só que a manobra saía via laranja;
  • Nomeou parentes de desembargadores para receber salário gordo na SEJUS em troca de favores no TJDF, deixando sua base eleitoral desabrigada;
  • Colocou Marcelo Lima (Secretario da Sejus, a época indicado por ela) para fechar dois contratos com empresas que ajudaram na campanha, a empresa ATP TECNOLOGIA E PRODUTOS S.A ganhou contratos milionários na SEJUS (em breve mais detalhes);
  • Nomeou parentes de deputados da Câmara Federal na CLDF em troca de colocar a cunhada e outros em gabinetes na Câmara dos Deputados (nepotismo cruzado);
  • Dava cargo para pessoas necessitadas e fazia rachadinha. Exemplo: Dava um cargo valor X e pedia para essas pessoas entregarem 30% na igreja. Na busca e apreensão foi encontrado a planilha de controle com a ex-chefe de gabinete Katia Siqueira, que a própria chegou assumir que ela fazia o controle;
  • Embolsou valor da empresa de publicidade (Processo em curso).

Família Faraj

Amigos de Rollemberg (PSB), mas antes foram amigos de Agnelo Queiroz (PT), ganharam administração do lago norte e não demorou muito apareceu processo de assédio. Ficaram amigos da Gleisi Hoffman (PT).

Nas últimas eleições levantaram a bandeira a favor de Bolsonaro, Paulo Chagas era o candidato da ala bolsonarista, só que a irmã levou o irmão para apoiar o Fraga as escondidas, ambos viraram as costas para o Paulo Chagas e arriscaram com Fraga… perderam feio e agora estão atrás de Bolsonaro com discurso de apoio. Será?  Que turminha heim…

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Te vejo na próxima leitura!

Rafael Guimarães
Jornalista Investigativo

Fonte: Deolhonopoder

1 COMENTÁRIO

  1. Pois é historia de um filme conheci essa mulher antes de ser deputada mas depois que ganhou olha o que deu… Infelizmente essas pessoas usam a igreja para se promover politicamente as custa dos fiéis simples que tem confiança no pastor mas enfim o dia de amanhã não pertence a nos.

    Que ela pague por tudo que fez de errado toda vergonha causada a igreja se cobrada dela ainda aqui na terra.

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