Saúde repassa quase R$ 4 milhões ao ICDF para garantir cirurgias cardíacas

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Acordo com o ICDF já garantiu o acolhimento de três bebês para cirurgia em menos de 24 horas

AGÊNCIA SAÚDE DF

A Secretaria de Saúde repassou, nesta quinta-feira (19), R$ 3.913.555,26 ao Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF), de forma antecipada, para garantir a continuidade dos serviços da entidade. Para ajudar o equilíbrio financeiro do instituto, a pasta também vai agilizar o pagamento dos serviços executados no mês de outubro.

Além disso, a pasta oferecerá insumos básicos necessários ao instituto para que as cirurgias cardíacas sejam retomadas na unidade rapidamente. O valor referente a esse material será abatido em pagamentos futuros. Em contrapartida, ficou acertado que o instituto vai atuar para cumprir as metas pactuadas para o mês de novembro e de dezembro.

Como sinal de que há um bom entendimento entre a Secretaria de Saúde e o ICDF, menos de 24 horas depois de uma reunião na quinta-feira (18), entre técnicos da pasta e o corpo clínico do instituto, três bebês foram acolhidos para a realização de cirurgias. O primeiro foi o pequeno Khalleo Lucas Sena Lopes, atendido ainda na quinta-feira, à espera de uma cirurgia para corrigir uma cardiopatia congênita grave. Hoje mais dois foram acolhidos, ambos com poucos meses de idade.

De acordo com o secretário de Saúde, Osnei Okumoto, a lista com todos os insumos que o Instituto de Cardiologia precisa ser encaminhada ainda hoje à Secretaria, para que a pasta tome as providências necessárias. “A nossa equipe está toda preparada para poder ajudar o ICDF nesse momento. Não só nas questões burocráticas de pagamento, de repasse de recursos em dia, como tem acontecido, mas também na oferta de insumos para que essas cirurgias não parem”, afirmou.

Com a medida, o secretário de Saúde espera que se aumente a oferta de procedimentos cardíacos e, assim, seja possível dar vazão a fila de espera de pacientes que precisaram entrar na Justiça para ter acesso às cirurgias, especialmente as pediátricas.

Okumoto espera “que possamos atender as solicitações judiciais, assim como também essas cerca de 100 crianças que estão aguardando cirurgias. Dentro dos critérios de gravidade, estamos colocando as crianças para que sejam realmente atendidas e não fiquem [em situação] mais grave”, ressaltou.

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