Serviço Geológico do Brasil avança com o maior projeto geociências do país das últimas três décadas

 

O diretor-presidente do SGB, Inácio Melo, anunciou, nesta terça-feira (26), que foi iniciado o processo para financiamento das obras de revitalização do Museu de Ciências da Terra (MCTer) e laboratórios associados

 

Implantação do Centro de Referência em Geociências (CRG), ao centro, ladeado pelo prédio histórico do Museu de Ciências da Terra (projeto executivo elaborado por Faccio Arquitetura)

O Serviço Geológico do Brasil (SGB) avança em mais uma etapa para a consolidação do maior projeto de geociências do país das últimas três décadas que viabilizará o Complexo Científico e Cultural da Urca, no Rio de Janeiro (RJ). Nesta terça-feira (26), o diretor-presidente do SGB, Inácio Melo, anunciou que a Petrobras deu início ao processo para financiamento do projeto de Pesquisa Desenvolvimento e Inovação (PD&I) que possibilitará a revitalização do Museu de Ciências da Terra (MCTer) e laboratórios associados. A iniciativa é essencial para a preservação e divulgação científica.

“Esse é um passo importante para a entrega do projeto que será um marco para as geociências brasileiras e é aguardado há mais de cinco anos. Os investimentos, viabilizados a partir da cooperação técnico-científica entre o SGB e a Petrobras, permitirão a construção de um centro científico e cultural inovador formado pelo MCTer, Centro de Referência em Geociências e a Litoteca Nacional do Pré-Sal”, enfatizou Melo.

Os avanços no projeto só foram possíveis graças ao empenho da atual gestão do SGB. Desde que assumiu como diretor-presidente, Inácio Melo liderou articulações para destravar os projetos de PD&I – que somados terão investimento de mais de R$ 249 milhões, o maior montante já recebido pelo SGB em uma única iniciativa.

 

Com os investimentos, o MCTer passará a ser dotado de:

•Laboratório de Preparação Mecânica de Fósseis;
•Laboratório de Preparação Química de Fósseis;
•Laboratório de Micropaleontologia;
•Laboratório de Modelagem (Replicagem) de Fósseis;
•Laboratório de Preparação de Amostras Minerais;
•Laboratório de Conservação de Acervos;
•Laboratório de Restauro de Fósseis;
•Laboratório de Microscopia e Petrografia;
•Laboratório de Ilustração.

Além disso, o MCTer terá um portfólio de projetos de PD&I, nas áreas de sedimentologia, estratigrafia, bioestratigrafia, paleontologia, micropaleontologia, paleoecologia, paleoambiente, paleoclima, sistemas petrolíferos e tectônica de bacias.

Implantação Imagens do Projeto Executivo de Obras Civis para a Revitalização do MCTer e seus Laboratórios Associados(elaborado por Schiffino & Junqueira Arquitetos Associados)

O processo do projeto de PD&I foi aberto no Sistema de Gestão de Investimentos e Tecnologia (SIGITEC) – plataforma da Petrobras para acompanhamento de projetos.

Complexo Científico e Cultural da Urca

Nesse complexo, serão desenvolvidas ações estratégicas para o progresso geocientífico nacional, essenciais para gerar conhecimento geocientífico e fomentar o desenvolvimento econômico. O SGB ampliará ainda mais as pesquisas e a contribuição para a segurança energética e alimentar.

Além do processo que viabiliza os investimentos no MCTer, a Petrobras iniciou neste mês o processo para o financiamento do projeto de PD&I do Centro de Referência em Geociências (Laboratórios de Isotopia e Geocronologia) – esse será o maior conjunto de laboratórios de isotopia e geocronologia da América Latina. O CRG dará suporte às pesquisas realizadas pelo Museu de Ciências da Terra (MCTer), Litoteca do Pré-Sal e às parcerias com o setor privado.

O projeto da Rede SGB de PD&I com Rochas e Fluidos de Bacias Petrolíferas – que abrange a Litoteca da Urca e a de Caeté (MG) – possibilitará o armazenamento de milhares de caixas de amostras rochas. Essas instalações permitirão a ampliação do conhecimento geológico das bacias sedimentares brasileiras, mediante o desenvolvimento de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação.

“Com os projetos, o SGB irá fortalecer sua atuação, além de contribuir ainda mais para o desenvolvimento do Brasil. Iremos produzir mais conhecimento geológico e gerar subsídios importantes para que os setores energético, mineral e de óleo e gás evoluam”, destaca o diretor-presidente do SGB, Inácio Melo.

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