Servidores da TERRACAP pedem ajuda ao MINISTÉRIO PÚBLICO para investigar supostas irregularidades no Órgão

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TERRACAP
Indícios de fraude em licitações e contratos da TERRACAP – Companhia Imobiliária de Brasília são alvo de investigação do Ministério Público (MPDFT).   As denúncias são relativas a incoerências de terrenos submetidos à licitação, patrocínio de eventos, desvio de verba e reintegração de posse. O MP foi provocado  por servidores da própria Companhia.

De posse de documentos que revelariam as irregularidades, cerca de 60 servidores caminharam   da Terracap até o MP para pedir providências.  Os representantes foram recebidos pelo promotor de Justiça de Defesa do Patrimônio Público Social (Prodep), Roberto Carlos Silva.

Entre as denúncias está o repasse de dinheiro  para entidades sem relação com a autarquia. Por meio de contratos sem licitação, o órgão estaria disponibilizando verba para  eventos como  o Grande Prêmio Brasília de Fórmula Náutica – F1H2O,  para a Central Única das Favelas do DF (Cufa-DF) e competições de MMA.

Inclusive,  foi publicado no Diário Oficial do DF (DODF)  patrocínio  para a 7ª edição do Projeto cultural “Brasília – Meio Século da Capital do Brasil”, realizado em  Paris  de 15 a 30 de junho.  Sem a necessidade de uma licitação,  a Terracap destinou   R$ 100 mil à ação.

“A Terracap tem sido usada como fonte de caixa para desvio de dinheiro. Essas entidades não têm relação com a autarquia, já que o papel da companhia é o de promover o desenvolvimento e infraestrutura do DF”, relata uma  servidora, que preferiu o anonimato. Os funcionários também alegaram incoerências em imóveis licitados. Em uma primeira licitação, o empreendimento é oferecido por um valor avaliado como o de mercado. Mas depois o imóvel é retirado do processo por motivos, segundo os servidores, de incongruência. Após meses, o mesmo imóvel  aparece em outra licitação. No entanto, o preço é até 50% mais barato. “A diferença certamente beneficia alguém”, aponta a servidora.

Até mesmo desistência de reintegração de posse está entre as denúncias. Em alguns casos, segundo os funcionários, após a decisão da Justiça que obriga a saída de invasores, o proprietário da área desiste da ideia e comunica à Terracap.

Também foram protocoladas denúncias que envolvem o Estádio Mané Garrincha. Segundo a servidora, um  contrato para o paisagismo ao redor da arena, de cerca R$ 34 milhões, simplesmente desapareceu da autarquia. Ela diz que servidores foram ameaçados de perder os cargos caso fizessem denúncias.

Fonte: Jornal de Brasília

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