SINDICATOS REPUDIAM POSSIBILIDADE DO GDF PAGAR DÍVIDAS ATRASADAS EM 30 PARCELAS ATÉ O FIM DO GOVERNO

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NOTA DE REPÚDIO

As empresas que prestam serviços e fornecem mão-de-obra através de contratos com o Governo do Distrito Federal, vêm a público manifestar seu repúdio à medida que estaria sendo estudada pelos administradores do DF de parcelar em 30 vezes o pagamento de dívidas que não foram honradas desde, pelo menos, a metade de 2014. Notícia divulgada pelo Correio Braziliense esta semana dá conta de que a equipe do governador Rodrigo Rollemberg faz os ajustes finais na elaboração de um cronograma para o pagamento das dívidas herdadas da gestão anterior, calculadas em R$ 1,6 bilhão — R$ 1 bilhão de despesas antigas e R$ 600 milhões de restos a pagar — à mais de 500 credores em ao menos dois anos, podendo se arrastar até o fim do atual mandato.

 

Segundo as diretorias do SEAC/DF (Sindicato das Empresas de Asseio, Conservação, Trabalho Temporário e Serviços Terceirizáveis do Distrito Federal) e do SINDESP/DF (Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Sistemas de Segurança Eletrônica, Cursos de Formação e Transporte de Valores do Distrito Federal) não há como aceitar a possibilidade de parcelamento no pagamento das dívidas porque sem receber o que têm direito, as empresas chegaram a seu limite de endividamento e não têm mais condições de honrar seus compromissos. Representantes dos dois segmentos alertam que a situação é insustentável porque os débitos que GDF tem para com as empresas são valores já devidamente pagos, correspondentes a salários, encargos sociais, impostos e materiais de consumo, feitos à custa de empréstimos com juros escorchantes.

 

As entidades lembram que o dinheiro buscado em bancos nos últimos meses precisa ser ressarcido e que as empresas não suportarão qualquer tipo de parcelamento, porque esse processo as levará à falência, deixando desempregados mais de 80.000 trabalhadores na capital federal. Os sindicatos patronais repudiam também a possibilidade de aceitar a proposta feita anteriormente pelo atual governo de que os pagamentos fossem feitos, com no mínimo, 20% de desconto no valor total porque precisam honrar os empréstimos assumidos junto aos bancos, que inclusive, não aceitam mais fazer novos financiamentos.

 

 

 

 

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