Sindiserviços-DF cobra GDF

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Cadê o salário e o respeito com os trabalhadores terceirizados na Saúde e na Educação do DF?

 

A parlamentar fez questão de visitar o local e constatou que a parede do refeitório dos trabalhadores terceirizados no Hran é colada com a parede do necrotério e os profissionais são obrigados a se alimentar diariamente respirando o forte cheiro do formol que é utilizado para

embalsamar os cadáveres.

 

Por Imprensa Sindiserviços-DF – Robson Oliveira Silva

Os trabalhadores terceirizados nos serviços de limpeza e conservação dos Hospitais Regionais de Planaltina, Sobradinho, Brazlândia, Paranoá, Taguatinga, Guará, Núcleo Bandeirante, Ceilândia, Samambaia, São Sebastião e no Hospital Materno e Infantil de Brasília (Hmib), Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e no Hospital de Pronto Atendimento Psiquiátrico (Hpap), juntamente com os auxiliares de serviços gerias e as merendeiras das escolas publicas do Distrito Federal (DF), já não sabem mais à quem recorrer para receberem o salário e o tíquete alimentação do mês e que deveria ter sidos pagos no ultimo dia 6 de janeiro.

A greve da categoria na Saúde, iniciada na ultima segunda-feira (09/01), entra no seu terceiro dia sem que os donos das empresas Dinâmica e Ipanema apresentem uma solução para o pagamento da divida com os seus empregados.

Já a Secretaria de Estado da Saúde (SES), apenas enviou nota à imprensa reconhecendo a divida com as empresas e remarcou para o dia 18 deste mês, a reunião que ocorreria nesta quarta-feira (11/01), marcada pela direção do Sindiserviços-DF.

Já a Secretaria de Estado da Educação (SEE), também informou para a imprensa que está em dia com as empresas Servegel, G & E, Real JG e Juiz de Foras, destacando que no ano passado já havia pagado 1/12 (um doze avos) das parcelas contratuais das empresas G & E, Real JG e Juiz de Foras, para a quitação do 13º salário e as férias dos seus empregados.

Na avaliação da presidente do Sindiserviços-DF, Maria Isabel Caetano dos Reis (Dona Isabel), que na manhã desta quarta-feira (11/01) esteve percorrendo os piquetes de greve no Hmib e no Hran com a deputada federal Erika Kokay (PT/DF), “a situação dos trabalhadores é extremamente grave, pois muitos já estão endividados com os constantes atrasos nos seus salários e já não têm como pagar suas dividas cheias de juros, ou mesmo o que comer em suas residências”, disse.

Dona Isabel protestou afirmando que os trabalhadores terceirizados, em relação aos demais servidores do governo local, parecem ser invisíveis nos postos de trabalho, porque só são notados quando fazem greve, isso depois de massacrados com tantas humilhações, sem que o GDF faça alguma coisa ou puna as empresas que contrata.

 

Refeitório ao lado do necrotério

Após conversar e dedicar total apoio à luta dos terceirizados na limpeza dos órgãos públicos do GDF, a deputada Erika Kokay, informou que estará pedindo ao Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) uma fiscalização mais rigorosa nos contratos das empresas de prestação de serviços para o GDF.

A direção do Sindiserviços-DF denunciou para a deputada as péssimas e constrangedoras condições do local de alimentação dos trabalhadores na limpeza do Hospital da Asa Norte.

A parlamentar fez questão de visitar o local e constatou que a parede do refeitório é colada com a parede do necrotério e os profissionais são obrigados a se alimentar diariamente respirando o forte cheiro do formol que é utilizado para embalsamar os cadáveres.

O Sindiserviços-DF já formulou diversas denuncias às autoridades da SES/DF, sem que fosse tomada qualquer providencia.

 

Pagamentos

No final da tarde desta quarta-feira (11/01), o deputado distrital Chico Vigilante (PT/DF), após pressionar o GDF, informou que já foi liberado para Secretaria de Estado da Saúde do DF cerca de 30 milhões de reais para empresas de vigilância e terceirizadas na limpeza dos hospitais pagarem os vencimentos dos seus empregados.

 

Sindiserviços-DF

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