Suitability: entenda como funciona o perfil dos investidores

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Imagem: Pixabay

Investir é algo que vai além da ideia de apenas ganhar dinheiro. Embora isso seja
possível, o mais importante é que o investidor saiba que existem diferentes possibilidades
no mercado de investimentos, como a proteção financeira e a estabilidade, por exemplo.
A questão é que nem sempre é fácil para o investidor saber ao certo qual é o caminho
mais adequado para ele. Quando ele pensa apenas em ganhar dinheiro, acaba sendo
natural que aplique errado, correndo riscos de perder o que tem.

É por conta disso que o chamado suitability se apresenta como uma solução interessante.
O que é o suitability?

Suitability é um recurso que as instituições financeiras criaram para facilitar as escolhas
de seus clientes. Ele funciona basicamente por meio de um questionário estrategicamente
elaborado para que seja possível identificar o perfil exato do investidor e, em função
disso, simplificar as escolhas para ele.

No mercado existem inúmeras possibilidades de investimentos, sendo assim, quando é
capaz de determinar o seu perfil ideal, o investidor tende a fazer as escolhas mais
indicadas para sua renda, seu comportamento financeiro e seus objetivos, de maneira
que os resultados sejam alcançados com maior facilidade.

Com o suitability, são as próprias respostas dadas pelo investidor que permitem um norte
para sua ação futura. Assim, tanto a instituição dispões de informações para oferecer
produtos financeiros que realmente têm a ver com o cliente, quanto o cliente tem mais
chances de prosperar investindo.

Os principais perfis de investidores
De uma maneira geral, as informações que o suitability levanta buscam encaixar o
investidor dentro de três perfis. O conservador é aquele o que tem menor tolerância ao
risco, o que significa que, para ele, é mais conveniente garantir maior segurança, mesmo
que isso traga menor rentabilidade.

O investidor arrojado, por ter maior tolerância ao risco, pode investir em ativos que
apresentam maior chance de perda para, em contrapartida, ir em busca de maior
rentabilidade. Já o moderado situa-se no meio termo entre as duas opções anteriores, ou
seja, é aquele para quem o ideal é aplicar em ativos que equilibram segurança e
rentabilidade.

Esse é apenas um quadro mais geral, podendo os investidores se diferenciar mesmo
dentro de uma dessas categorias. Entretanto, essa definição já costuma ser útil na
diferenciação entre o cliente que conta com esse recurso e o que investe sem muitos
critérios, uma vez que o primeiro tende a errar menos em suas escolhas.
Por que conhecer o perfil antes de investir?

Entender o perfil é importante porque este geralmente é o primeiro passo dado por
investidores que conseguem êxito no mercado de investimentos. Quando o investidor
atua com critérios, ele pode visualizar oportunidades melhores no mercado, pois investir
bem significa investir de acordo com a característica do indivíduo.

Uma pessoa que ganha pouco, mas que tem estabilidade profissional, por exemplo, não
deve se arriscar na Bolsa de Valores, investindo tudo o que tem fazendo day trade, por
exemplo. Para ela, é mais indicado reservar um valor mensal para fazer aplicações
constantes ao longo do tempo e ir aumentando seu patrimônio.

Uma pessoa que já tem muitos recursos, por sua vez, pode se dar ao luxo de se arriscar
um pouco mais e buscar resultados mais rapidamente, porque ela tem uma proteção
maior contra riscos. Seu perfil sugere ações mais arrojadas, enquanto o da outra pessoa,
indica movimentações mais conservadoras.

Os principais produtos de renda fixa e variável
Por fim, é interessante saber quais são os ativos que mais costumam funcionar para cada
perfil. No caso do conservador, investimentos de renda fixa, como o Tesouro Direto, por
exemplo, são excelentes para garantir segurança e liquidez, o que permite ao investidor

formar sua reserva de emergência, em um primeiro momento, para depois partir para
projetos com maior rentabilidade.

Já o arrojado, tem no mercado de renda variável, em especial, as ações, a possibilidade
de se associar a projetos de maior retorno financeiro, seja no curto, no médio ou no longo
prazo. Para tanto, ele pode se dedicar a operações como o day trade e o buy and hold.
Para o investidor tido como moderado, os fundos imobiliários destacam-se justamente por
permitir uma entrada menos arriscada no mercado de renda variável.

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