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    Telessaúde chega a todas as UPAs do DF e permite consulta por vídeo na rede pública

    Expansão concluída no Riacho Fundo II e no Núcleo Bandeirante amplia acesso e prioriza casos mais graves nas unidades de urgência
    Por Ivan Trindade
    Pacientes com menor gravidade atendidos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do Distrito Federal já podem optar por consulta médica por vídeo em toda a rede. A telessaúde passou a funcionar nas 13 unidades geridas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) na quinta-feira (9), após a implantação do serviço no Riacho Fundo II e no Núcleo Bandeirante.
    Desde o início do projeto, em 13 de maio de 2025, até 9 de abril de 2026, foram realizados 20.083 atendimentos por teleconsulta, com taxa de resolutividade superior a 87%. Na prática, o modelo contribui para reduzir filas, agilizar o atendimento e direcionar as equipes presenciais aos casos de maior complexidade.
    Para o presidente do IgesDF, Cléber Monteiro, a iniciativa amplia o acesso e qualifica o atendimento. “A telessaúde representa um novo tempo na saúde pública. Não se trata apenas de tecnologia, mas de cuidado, de acesso e de respeito ao cidadão. Estamos garantindo que cada paciente seja atendido com mais rapidez, mais eficiência e com a mesma qualidade, independentemente do formato”, afirma.
    Como funciona
    Após a classificação de risco, pacientes com menor gravidade, enquadrados como verde, podem escolher entre aguardar o atendimento presencial ou realizar a consulta por vídeo. O atendimento remoto ocorre dentro da própria unidade, com acompanhamento de profissionais de enfermagem durante todo o processo.
    A consulta inclui avaliação médica, orientações e encaminhamentos, quando necessários. Apenas 11,9% dos casos precisam ser direcionados para atendimento presencial.
    Chefe do Núcleo de Inovação e Saúde Digital do IgesDF, Amandha Roberta destaca que o uso de atendimentos remotos já cresce no país. “Hoje, a nível de SUS no Brasil, já são mais de 3,1 milhões de atendimentos realizados remotamente, com uma taxa de resolutividade em torno de 70%. O que estamos fazendo aqui é pioneiro dentro das UPAs e tem chamado a atenção de outras instituições”, explica.
    Cobertura nas unidades
    Com a expansão concluída, todas as 13 UPAs do Distrito Federal passam a contar com telessaúde. Nove unidades oferecem teleconsulta para jovens e adultos, enquanto Ceilândia I e São Sebastião atendem também o público infantil. Já Recanto das Emas e Sobradinho operam exclusivamente com telepediatria.
    Ao todo, quatro unidades disponibilizam atendimento pediátrico remoto: Recanto das Emas, Ceilândia I, Sobradinho e São Sebastião.
    Na UPA do Riacho Fundo II, a gerente Carolina Gomes afirma que o serviço contribui para reduzir o tempo de espera e melhorar a experiência dos pacientes. “A telemedicina vem para otimizar o fluxo, reduzir filas e garantir que mais pessoas sejam atendidas com agilidade e qualidade”, pontua.
    A coordenadora médica Andrinne Lima reforça os ganhos assistenciais. “É uma inovação que traz agilidade, segurança e resolutividade. Quando pensamos em saúde, precisamos buscar soluções que ampliem o acesso e qualifiquem o atendimento”, considera.
    No Núcleo Bandeirante, o gerente Neviton Batista observa impacto direto no tempo de espera. “A expectativa é reduzir o tempo de espera, especialmente para pacientes de menor gravidade, garantindo mais conforto e rapidez”, diz.

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