TESTEMUNHA DA CAIXA DE PANDORA

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A deputada distrital Érika Kokay (PT) deveria ser convocada para prestar depoimento como testemunha do Ministério Público no inquérito 650 em curso no STJ.

Declaração da petista durante o depoimento que ela conduzia com Durval Barbosa na semana passada é um testemunho da existência do pagamento de propina para aprovação de projetos na Câmara Legislativa.

Érika disse que ouviu de Eurides Brito a reclamação de que vários deputados estariam cobrando propina para aprovar o projeto que criou o plano de saúde dos servidores. Ao Correio, Érika confirmou o fato ontem (04). Disse que ficou claro que Eurides não era a operadora, não distribuía a propina, mas sabia que existia.

No depoimento, Érika não tinha nenhum motivo para mentir. Ela não estava num palanque. E mais: se ela tivesse alguma intenção política, não teria suprimido esse trecho da versão final da degravação do depoimento, como ocorreu. O relato só aparece nas notas taquigráficas sem a revisão da deputada, a que o Correio teve acesso.

Além disso, de fato, a votação do projeto ocorreu poucos dias depois da festa de aniversário do deputado Cristiano Araújo (PTB) em maio do ano passado, como Érika Kokay descreveu.

E no dia da votação houve uma super pressa: na mesma sessão, os deputados votaram a proposta em primeiro e segundo turnos e ainda a redação final.

Na minha opinião, depois de Durval Barbosa, Érika Kokay virou importante testemunha.

Fonte: blog da ana maria campos/correio braziliense

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