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    Toffoli X PF

    A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da operação Compliance Zero na manhã desta quarta-feira (14), com 42 mandados de busca e apreensão em 5 estados e R$ 5,7 bilhões bloqueados.  Tudo certinho, com protocolo democrático.

    Mas o ministro Dias Toffoli, ao autorizar a deflagração, deu um prazo de apenas 24 horas para que a PF concluísse a operação.

    O ministro  afirmou que a Polícia Federal descumpriu o prazo de 24 horas para deflagrar operação autorizada pela Corte, o que, segundo ele, pode ter comprometido o andamento das investigações da Operação Compliance Zero.  Toffoli afirmou ainda que, caso haja frustração nas medidas por ele determinadas, a responsabilidade é da PF, deixando claro que se trataria de uma “inércia exclusiva da Polícia Federal”.

    Nomeado por Lula, o  diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, evitou embate público e decidiu responder a cobrança do ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal) apenas nos autos do processo sobre o caso Master, que está sob sigilo imposto pelo próprio magistrado.

    E para piorar, Toffoli exigiu que a PF enviasse ao STF todo o material apreendido nesta segunda fase da operação envolvendo o  caso Master devidamente “lacrados” para “avaliação do ministro”. Só por essa decisão, Toffoli já merecia a abertura de pedido de impeachment .

    É mais um sintoma da completa falta de controle institucional do STF, pois a determinação de Toffoli causou perplexidade e estranheza na Polícia Federal, que tenta entender agora se precisará do aval do ministro para analisar os dados – e portanto, avançar com a investigação. Ou não.

    Toffoli virou investigador da PF ?

     

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