TORRE DE TV: É DE BATALHA QUE SE VIVE A VIDA…

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Comunicado:

Torre de TV: É de batalha que se vive a vida…

A reclamação é geral. Nesta segunda-feira veículos de comunicação divulgaram a insatisfação dos artesãos e visitantes com as instalações da Nova Feira de Artesanato da Torre de TV. Um outro chegou a nomeá-la de Feira Popular da Torre… pode? Será que já é alguma manobra para descaracterizar a qualificação de artesanato naquele local?

Bem, suposições a parte, o certo é que a Associação dos Artesãos da Torre de TV – AFTTV, já havia avisado sobre as conseqüências de uma transferência confusa e amadora para uma feira condenada por superfaturamento pelo Tribunal de Contas do DF.  Visitantes reclamam da insegurança pessoal, da falta de áreas com sombras, estacionamento e da sinalização no local. Artesãos fazem coro com os visitantes ao reclamarem da insegurança da estrutura dos boxes, manutenção na limpeza, infra-estrutura dos banheiros (que já teve um interditado na primeira semana de funcionamento) e dos invasores que foram contemplados num sorteio que ignorou uma recomendação do Ministério Público de não transferir uma “irregularidade” de um lugar para outro.

Hoje você encontra artesãos aliviados por terem conseguido espaços com metragem sobrando para seus produtos e outros chorando por terem  produtos demais para metragem de menos. Se ao menos tivessem perdido esse espaço para outro artesão, poderiam se conformar. O revoltante é quando encontramos pessoas que entraram na feira por meio ilícito há poucos meses e foram contemplados com excelentes espaços.

Pois bem, toda essa consternação só nos faz bater na mesma tecla: se construíssem o projeto original da feira ao invés do modificado pela Novacap na gestão Arruda, quando o Secretário de Obras do governo Agnelo, Luís Pitiman, era o seu presidente, algumas reclamações não seriam ouvidas hoje. O projeto original além de boxes maiores e estudados em relação à incidência do sol, possuía avanços maiores que protegiam visitantes e artesanato do sol e da chuva.

Se o então opositor de Arruda, o ex-deputado distrital e atual Secretário de Governo Paulo Tadeu tivesse cumprido com sua promessa de investigar as irregularidades e defender os artesãos “dos abusos do governo Arruda”, a transferência de invasores e até traficantes não aconteceria e teríamos espaços suficientes para remanejarmos os verdadeiros artesãos que ali construíram sua história nos últimos 43 anos.

Temos agora que partirmos para a próxima batalha que é melhorá-la para todos. Nossa briga é para todos vocês que passaram os últimos 43 anos tendo um encontro semanal com o artesanato. Assim, ajude-nos a cobrar do governo a retomada de uma feira de artesanato e não a criação de mais uma Feira do Paraguai.

Isso é relativamente fácil: basta o próprio governo cumprir o próprio decreto que publicou: fazer urgentemente um regulamento e identificar os invasores e irregulares num prazo de 90 dias, pedindo a devida documentação que comprove cinco anos de permanência no local. Outra pergunta é saber de onde tiraram o critério para esses cinco anos… Porque não pegam a lista de 1995, quando foi feito o último teste governamental para a Feira da Torre de TV?

Mas enfim, para um bom começo bastaria re-publicar no Diário Oficial os nomes dos 143 artesãos que tiveram seus processos aprovados pela Corregedoria Geral do DF no dia 15 de setembro de 2010.

Uma gestão compartilhada com as associações também seria salutar, se não for essa a única alternativa para uma fiscalização constante e qualitativa. A Feira de Artesanato da Torre já deu um bom exemplo de independência quando foi a única no DF quem pagou pelas instalações elétricas, hidráulicas e as próprias barracas. O Governo tem mais o que fazer além de ficar gerenciando feiras. Precisa gerenciar a cultura, saúde e educação justamente para fomentar o acesso da população a espaços como esse.

Mas a feira está lá. Ela ainda vai ter os responsáveis pelos abusos identificados e condenados… nem que demore o mesmo tempo que demorou para o Obama achar o Osama. Mas aí do que vai adiantar? As Torres Gêmeas não existem mais e, além do símbolo contra a barbárie, só deixou mortos para contarmos… Enquanto isso, podemos começar a caminharmos juntos para evitar novos atentados contra nosso patrimônio cultural e artístico. É de batalha que se vive a vida. Vamos tentar outra vez?

Associação dos Artesãos da Torre de TV – AFTTV

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