VIDEOTECA DE PROMOTORA GERA CALAFRIOS EM POLÍTICOS NO DF

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Numa linda manhã de 14 de junho de 2010, equipes da Polícia Federal e da Procuradoria da República cumpriram mandados judiciais de busca e apreensão na casa da promotora de justiça Déborah Guerner e em outros dez endereços em Brasília, São Paulo e Belo Horizonte.

O objetivo era vasculhar residências de empresários e contadores e sedes de empresas suspeitas de pagar propina em troca de milionários contratos de coleta de lixo no Distrito Federal, em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Na mansão da promotora Deborah, onde os agentes chegaram às 6 horas da manhã, encontraram dois cofres. Um estava no sótão. O outro, bem maior, estava enterrado à sombra de uma mangueira e protegido por uma cobertura de concreto, camuflada pelo gramado.

Deborah e seu marido, o empresário Jorge Guerner, guardavam R$280 mil, cinco discos rígidos de computador (HDs), contabilidade e senhas de contas no exterior e uma formidável coleção de vídeos gravados por um sistema interno de câmeras com sensores infravermelhos, capazes de registrar imagens no escuro. Detalhe: tudo embalado a vácuo.

Numa entrevista à revista ÉPOCA, Déborah afirmou: “Minha casa é um big brother”. Testemunhas ouvidas pelos investigadores contaram que eram feitas reuniões na casa da promotora com a participação inclusive de ex-governadores.

Parte do material apreendido nos computadores de Déborah, revela registros dos bastidores das sucessivas prorrogações sem licitação dos contratos de lixo em Brasília, com pagamentos pelo governo do Distrito Federal às empresas beneficiadas no valor de R$538 milhões. E tudo com o aval do Ministério Público.

As empresas Caenge, WRJ e Solurb são investigadas. Agora, a qualquer momento,  vídeos reveladores encontrados na casa da promotora Déborah Guerner poderão se tornar públicos.

Tal possibilidade tem tirado o sono de conhecidos políticos da cidade, que circulavam com extrema desenvoltura na mansão dos Guerner, achando que estavam acima da Lei e que jamais seriam pegos.

Não existe crime perfeito, e o tempo é, definitivamente, o senhor da razão.

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