Volta às aulas: como o acolhimento dos pais ajuda na nova rotina escolar das crianças 

 

Especialista explica que criar novas rotinas, como definir horários de dormir e acordar, e destacar os pontos positivos da mudança, podem ajudar no processo de adaptação

A fase da adaptação escolar pode ser mais importante do que se pensa. Afinal, as crianças estão prestes a viver uma nova rotina, e o choque com o período de férias e descanso é inevitável, principalmente para as menores, que ainda não frequentaram a escola. Especialistas reforçam que esta é uma fase que precisa de uma atenção especial. Inclusive, deve se começar antes mesmo do primeiro dia de aula, mas como?


A professora do ensino fundamental, Paloma Capparelli, explica que a mudança deve ser gradual, sempre com muita paciência e acolhimento. “Não acredito em receita única, mas é importante que as famílias conversem com a criança, expliquem bem como será a escola e a nova rotina”, enfatiza. Segundo ela, outro ponto importante é garantir que a curiosidade da criança não se transforme em ansiedade ou medo. “Eles já sabem que algo novo vai acontecer e precisam se sentir seguros. Para isso, é fundamental que pais e escola trabalhem juntos”, acrescenta a educadora da Blue Global School.

Entre as ações que podem ajudar, vale ajustar o sono, acordando a criança mais cedo, e oferecer atividades educativas ao longo do dia. “Quando converso com as famílias, eu peço para lembrarem o quanto é difícil dormir pouco, levantar com sono e ter reuniões importantes o dia todo, então, por mais que atrapalhe as férias, esse ajuste da hora de dormir é vital para a adaptação dos pequenos e dos grandes também”, observa. A família também precisa inserir a criança em processos como a compra ou organização dos materiais escolares e preparativos, além de destacar o lado positivo das mudanças que estão por vir.

Cuidado indispensável

De acordo com a professora, o acolhimento das crianças pode influenciar toda a vida acadêmica do aluno. “Uma criança, deixada de lado, vai levar as consequências no coração por anos. Às vezes, só quando adultos percebemos que até poderíamos ter gostado mais de uma matéria se tivéssemos aprendido de outro jeito. Imagine isso com crianças que ainda não conseguem entender os próprios sentimentos”, adverte.

Adaptação na prática

Conforme Capparelli, também é imprescindível que os pais e responsáveis conheçam quem vai receber os pequenos antes, durante e depois da aula. “Outro passo que pode ajudar, é, após o dia de aula, perguntar qual palavra ouviram mais e com qual amigo brincaram naquele dia. Construindo assim uma rotina de tirar dúvidas, ouvir, apoiar e também orientar a criança”, comenta a especialista. “A criança acolhida sente-se segura para descobrir e seu mundo aumenta cada vez mais, enriquece com experiências e ela se acostuma a confiar em si mesma. E o alcance daquele futuro adulto também é inimaginável”, conclui.

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