Wasny de Roure é o novo Presidente da Câmara Legislativa

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Após um processo cheio de acordos, dissidências, discussões e boatos de todos os tipos, a Câmara Legislativa do Distrito Federal definiu já de madrugada a Mesa Diretora que irá gerir a casa no biênio 2013-2014.

A votação foi mais rápida que o processo de negociação. A última reunião, em que os parlamentares fecharam acordo em torno de uma chapa única, durou pouco mais de uma hora e após o tão perseguido consenso, a chapa foi eleita com o voto unânime dos 24 parlamentares.

Durante a reunião, alguma grande polêmica não vazou, mas as fisionomias e comportamentos  dos deputados Dr Michel (PSL) e Patrício que “cuspiam marimbondos”e trocavam ironias deu algumas pistas do clima da reunião. “O pior, já superamos. Isso é perfumaria e nós discutiremos depois”, disse Patrício. Instantes depois, com os integrantes da gestão que finda em 2012 sentados à mesa, menos o atual e quase ex vice presidente, que era um dos dissidentes fora, Patrício convida gentilmente:”Dr Michel, seu lugar à mesa ficará vago até que v. Excia venha ocupá-lo”, disse, ao que um contrariado Michel atendeu o pedido, mantendo o semblante descontente durante toda a eleição. Algumas declarações de voto enaltecendo “consenso e democracia” também apontam qual teria sido o teor das discussões a portas fechadas. 

 Ao fim e ao cabo, Wasny de Roure e Agaciel Maia foram referendados na Casa como presidente e vice. Para as secretarias, como adiantou Câmara em Pauta, ficaram definidos os nomes de Eliana Pedrosa (PSD) como 1 secretaria e Liliane Roriz (PSD) na suplência. Na 2 secretaria, Prof Israel (PDT) e Joe Valle (PSB) como Suplente. Na 3 secretaria, Aylton Gomes (PR) é o titular e Benedito Domingos (PR) fica na suplência. A solenidade de posse será no dia 1 de janeiro, às 9h no Plenário da Casa.

Processo – O deputado Chico Vigilante (PT) ocupou a tribuna para elogiar o processo, que de acordo com ele, foi conduzido de maneira exemplar e bem diferente de outros processos eleitorais em legislaturas anteriores, onde os deputados teriam ficado confinados em uma chácara, com as saídas vigiadas para evitar que deputados fossem embora. “Isso é evolução política”, sentenciou.

Após a votação, Wasny disse em pronunciamento que agradecia ao bloco pela maneira determinada com que foi convencido a colocar seu nome para o cargo e afirmou que em sua gestão, iria buscar a aproximação da casa com a sociedade e primar sempre pelo diálogo. Corregedor ad-hoc – A última decisão foi para definir corregedor ad hoc para analisar a representação do movimento Adote um Destrital contra o deputado Raad Massouh (PPL), que teve o nome envolvido no suposto desvio de verba de uma emenda de sua autoria. Só saberemos quem terá pela frente a tarefa de engavetar – ou não – o caso em fevereiro.

Escrito por Daniela Novais

 

 

 

Fonte: Ceilândia em Alerta

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