Dinheiro na mão é ventania

A Igreja Católica no Distrito Federal é riquíssima, porque algumas paróquias, em regiões nobres, conseguem angariar doações expressivas de seus fieis. Pode-se citar como exemplo de paróquias que arrecadam muito dinheiro, a Paróquia São Pio, no Sudoeste; A Paróquia Nossa Senhora da Esperança, na Asa Norte e a Paróquia Nossa Senhora da Assunção, em Águas Claras. …
Além da generosidade dos fiéis, as três paróquias têm em comum o fato de serem ligadas ao Caminho Neocatecumenal e ao belíssimo e rico Seminário Redemptoris Matter, localizado no Lago Sul, próximo a Ermida Dom Bosco.
Outro fato curioso é que as paróquias ligadas ao Caminho Neocatecumenal se notabilizam pela construção de obras faraônicas. A Paróquia Nossa Senhora da Esperança, o Seminário Redemptoris Matter e a Casa de Convivência Sagrada Família de Nazaré são exemplos de obras nababescas e que rompem com a tradição arquitetônica multimilenária da Igreja Católica.
A paróquia São Pio, no Sudoeste, e a paróquia Nossa Senhora da Assunção, em Águas Claras, também pretendem ser suntuosas e cercadas de luxo. Dizem, é a nova evangelização, que cerca o menino Jesus de todo luxo e dignidade.
Obviamente, a cúria, hoje chefiada por Dom Sérgio da Rocha, não contribui com nenhum centavo para realização das monumentais obras. O dinheiro vem dos generosos fiéis. Na verdade, os párocos e vigários destas paróquias fazem remessas regulares de boas quantias à Cúria. Dizem, aliás, que por causa dessas generosas doações, a cúpula da Igreja faz vista grossa à alguns excessos doutrinários e morais do Caminho Neocatecumenal.
Acontece que a generosidade dos paroquianos destas paróquias, em tempo de crise econômica, torna-se mais questionadora e passa a chamar mais atenção ao fato de que parece que dinheiro na mão é ventania.
Na paróquia Nossa Senhora da Assunção, por exemplo, muitos se questionam o motivo pelos quais as obras da construção da igreja (templo) anda à passos lentíssimos, ao passo que a construção da Casa Paroquial se deu de forma tão rápida. A residência do pároco, dizem muitos fiéis em Águas Claras, não deixa nada a desejar em comparação a muitas mansões que existem por aí. O custo da obra foi, segundo paroquianos bem informados, superior a quatro milhões de reais. Já a construção da igreja, que deveria servir ao povo, anda de forma lenta. O padre Manolo e o Padre Cristian residem em uma mansão paroquial, enquanto o menino Jesus e os paroquianos se espremem em um lote em eterna construção.
Na paróquia São Pio, no Sudoeste, a situação não é muito diversa. A construção do santuário está embargada aguardando a regularização do terreno. Um pouco da obra já foi realizada, à revelia da AGEFIS, diga-se. Os materiais empregados estão se desgastando e, provavelmente, o pouco que já foi feito terá que ser refeito, com evidente prejuízo à comunidade. Malgrado não se tenha obra em andamento, as campanhas de doação seguem à pleno vapor. Enquanto a obra se dá apenas na conta corrente dos paroquianos, o Padre Carlos Fernando e o padre Hernam levam uma vida muito confortável e cercada de pequenos luxos, como restaurantes caros, resorts e viagens ao exterior.
Em tempos de crise econômica, em que dinheiro na mão é ventania, chama muita atenção da sociedade a forma com que os recursos doados pela sociedade (lembrem-se que as Igrejas não pagam impostos) são geridos.
Enfim, a relação da Igreja Católica, especialmente da vertente do Caminho Neocatecumenal, com o dinheiro chama bastante atenção. Já tem muita gente, inclusive no clero e na própria cúria, incomodada com a riqueza e com a boa vida de alguns.
Brasília já enfrentou escândalos no Ministério Público, no Poder Judiciário, no Executivo, no Legislativo, em diversos ministérios, no ramo da construção civil, no ramo de postos de gasolina e em diversos outros setores. Será que teremos um escândalo envolvendo homens de Deus?
Padres e leigos preocupados com o destino da Igreja Católica do Distrito Federal
Fonte: Blog do Sombra





