ARRUDA QUEBRA O SILÊNCIO

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Arruda quebra o silêncio

Acompanhado pela Polícia Federal, o ex-governador colaborou com a Justiça e contou para o MPF o que sabe sobre a relação de sua gestão com promotores do Ministério Público do DF.

O ex-governador José Roberto Arruda começa a colaborar com a Justiça ao dar detalhes de como funcionaria o suposto esquema de corrupção no Distrito Federal descoberto pela Operação Caixa de Pandora. A informação é do procurador-chefe da Procuradoria Regional da República, Alexandre Camanho. Ele garantiu que o depoimento dado por Arruda foi “tranqüilo” e que o ex-governador colaborou com as investigações. Ele teria respondido todas as perguntas feitas pelos procuradores.

Na última sexta-feira (2), após duas intimações para depor não terem sido obedecidas, Arruda foi ao MPF com a Polícia Federal para falar o que sabia sobre o suposto envolvimento da promotora de Justiça Deborah Guerner em denúncias ligadas à Operação Caixa de Pandora. O pedido partiu do procurador Ronaldo Albo, que expediu mandado de busca coercitivo para que o ­ex-governador fosse acompanhado pelos agentes da Federal. Antes disso, Arruda não teria ido depor por orientação dos advogados. Ele teria sido convocado como testemunha.

Arruda estava em casa, no Park Way, quando recebeu a visita, por volta das 16h, de agentes da Polícia Federal com carro descarecterizado. Eles pediram a colaboração do ­ex-governador, pediram para que ele se arrumasse, se barbeasse e os acompanhasse até o Ministério Público Federal. E assim ocorreu. Arruda vestiu uma calça jeans e uma camisa esportiva e seguiu ao local do depoimento. O MPF investiga a participação da promotora e do agora ex-procurador-geral de Justiça do DF, Leonardo Bandarra, no suposto esquema de corrupção do governo do Distrito Federal. As denúncias foram feitas em depoimento prestado por Durval Barbosa, que chegou a afirmar que o ex-governador era informado antecipadamente sobre investigações sigilosas encabeçadas pelo MPDFT. Uma delas foi a Operação Megabyte, que revelou uma relação promíscua entre governo e empresas de informática prestadoras de serviço.

De acordo com as investigações da Caixa de Pandora, Deborah Guerner teria recebido R$ 1,6 milhão em troca de fornecer informações privilegiadas, como a da Megabyte, ao ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, pivô da crise. Por causa das denúncias de Durval, uma busca foi feita na casa de Deborah Guerner, quando foi encontrado em seu jardim um cofre enterrado com R$ 280 mil em espécie, além de duas memórias de computador e mídias. A Polícia Federal não divulgou o conteúdo digital dos discos. Procurado pela imprensa, o advogado da promotora, Pedro Paulo de Medeiros, disse que não se pronunciaria, uma vez que o caso corre em segredo de Justiça. A promotora nega o envolvimento.

Testemunha

O ex-governador José Roberto Arruda é enquadrado no processo na condição de testemunha e, por isso, não pode mentir. Caso o faça, pode ser novamente preso durante o depoimento por atrapalhar o trabalho da Justiça. Essa condição consta no artigo 342 do Código Penal. A regra se agrava se as informações requisitadas forem fundamentais para a elucidação do crime, como é o caso. Por isso, Arruda teve de dizer o que sabe sobre a relação entre a sua gestão no governo do Distrito Federal e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. O depoimento durou pouco mais de duas horas.

Logo após a oitiva, Arruda foi reconduzido para casa. Ele estava com a aparência abatida. O carro que conduzia Arruda deixou o prédio de forma discreta, o que dificultou o acesso da imprensa ao ex-governador.

José Roberto Arruda é acusado de comandar o suposto esquema de corrupção e distribuição de propina a membros do Executivo e do Legislativo do Distrito Federal. As denúncias levaram à prisão e, consequentemente, ao afastamento de Arruda por tentativa de suborno. Ele foi solto dois meses após ter sido preso. Durante a prisão, Arruda teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) por infidelidade partidária, por ter deixado o partido, o DEM, para evitar a expulsão. O cargo de governador acabou ficando vago e assumido pelo então vice-governador, Paulo Octávio, que renunciou dias após ter tomado posse.

Fonte: O Distrital

O ex-governador José Roberto Arruda começa a colaborar com a Justiça ao dar detalhes de como funcionaria o suposto esquema de corrupção no Distrito Federal descoberto pela Operação Caixa de Pandora. A informação é do procurador-chefe da Procuradoria Regional da República, Alexandre Camanho. Ele garantiu que o depoimento dado por Arruda foi “tranqüilo” e que o ex-governador colaborou com as investigações. Ele teria respondido todas as perguntas feitas pelos procuradores.

Na última sexta-feira (2), após duas intimações para depor não terem sido obedecidas, Arruda foi ao MPF com a Polícia Federal para falar o que sabia sobre o suposto envolvimento da promotora de Justiça Deborah Guerner em denúncias ligadas à Operação Caixa de Pandora. O pedido partiu do procurador Ronaldo Albo, que expediu mandado de busca coercitivo para que o ­ex-governador fosse acompanhado pelos agentes da Federal. Antes disso, Arruda não teria ido depor por orientação dos advogados. Ele teria sido convocado como testemunha.

Arruda estava em casa, no Park Way, quando recebeu a visita, por volta das 16h, de agentes da Polícia Federal com carro descarecterizado. Eles pediram a colaboração do ­ex-governador, pediram para que ele se arrumasse, se barbeasse e os acompanhasse até o Ministério Público Federal. E assim ocorreu. Arruda vestiu uma calça jeans e uma camisa esportiva e seguiu ao local do depoimento. O MPF investiga a participação da promotora e do agora ex-procurador-geral de Justiça do DF, Leonardo Bandarra, no suposto esquema de corrupção do governo do Distrito Federal. As denúncias foram feitas em depoimento prestado por Durval Barbosa, que chegou a afirmar que o ex-governador era informado antecipadamente sobre investigações sigilosas encabeçadas pelo MPDFT. Uma delas foi a Operação Megabyte, que revelou uma relação promíscua entre governo e empresas de informática prestadoras de serviço.

De acordo com as investigações da Caixa de Pandora, Deborah Guerner teria recebido R$ 1,6 milhão em troca de fornecer informações privilegiadas, como a da Megabyte, ao ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, pivô da crise. Por causa das denúncias de Durval, uma busca foi feita na casa de Deborah Guerner, quando foi encontrado em seu jardim um cofre enterrado com R$ 280 mil em espécie, além de duas memórias de computador e mídias. A Polícia Federal não divulgou o conteúdo digital dos discos. Procurado pela imprensa, o advogado da promotora, Pedro Paulo de Medeiros, disse que não se pronunciaria, uma vez que o caso corre em segredo de Justiça. A promotora nega o envolvimento.

Testemunha

O ex-governador José Roberto Arruda é enquadrado no processo na condição de testemunha e, por isso, não pode mentir. Caso o faça, pode ser novamente preso durante o depoimento por atrapalhar o trabalho da Justiça. Essa condição consta no artigo 342 do Código Penal. A regra se agrava se as informações requisitadas forem fundamentais para a elucidação do crime, como é o caso. Por isso, Arruda teve de dizer o que sabe sobre a relação entre a sua gestão no governo do Distrito Federal e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. O depoimento durou pouco mais de duas horas.

Logo após a oitiva, Arruda foi reconduzido para casa. Ele estava com a aparência abatida. O carro que conduzia Arruda deixou o prédio de forma discreta, o que dificultou o acesso da imprensa ao ex-governador.

José Roberto Arruda é acusado de comandar o suposto esquema de corrupção e distribuição de propina a membros do Executivo e do Legislativo do Distrito Federal. As denúncias levaram à prisão e, consequentemente, ao afastamento de Arruda por tentativa de suborno. Ele foi solto dois meses após ter sido preso. Durante a prisão, Arruda teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) por infidelidade partidária, por ter deixado o partido, o DEM, para evitar a expulsão. O cargo de governador acabou ficando vago e assumido pelo então vice-governador, Paulo Octávio, que renunciou dias após ter tomado posse.

Fonte: O Distrital

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