As atividades funcionam no setor de ambulatório de segunda a quinta-feira de 9h às 11h

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Proporcionar um atendimento mais humanizado e integral, de acordo com as necessidades individuais e coletivas dos portadores de Parkinson e Mal de Alzheimer é o objetivo do serviço desenvolvido na terapia ocupacional do Hospital do Gama. As atividades funcionam no setor de ambulatório de segunda a quinta-feira de 9h às 11h.

De acordo com a terapeuta ocupacional Jacqueline Santiago, responsável pelo projeto, o atendimento foi implantado há oito meses, “havia uma demanda reprimida de pacientes neurológicos aguardando atendimento, por meio da avaliação dos casos observamos que tinha um percentual considerável de portadores de Parkinson e Alzheimer, com essa análise desenvolvemos um trabalho específico para esse grupo e conseguimos reduzir o tempo de espera para a terapia”, o serviço hoje atende 60 pacientes”,  disse.

José Célio Lacerda relata que a avó Maria Célia Formiga, de 76 anos, começou a apresentar perda de memória e, ano passado, recebeu o diagnóstico de Mal de Alzheimer. Com um Acidente Vascular Cerebral (AVC) que sofreu, o quadro se agravou. “Em quatro meses de tratamento, a minha avó já movimenta os braços e as pernas, ela já consegue reconhecer familiares e a terapia proporcionou a ela a oportunidade de se relacionar com pessoas que possuem a mesma doença”.

O atendimento é realizado em grupos e, dependo da complexidade do caso, pode ser individual. Conforme a avaliação, um plano de atividades é elaborado dentro de uma metodologia que envolve a reabilitação física com foco na parte cognitiva, social, afetiva e espiritual. “As atividades desenvolvidas são as de cinesioatividades próprias da terapia ocupacional, com objetivos definidos que proporcionam melhorias nas funções psicomotoras, na qualidade de vida e nas atividades que previnem contraturas e deformidades musculares além de preservar a capacidade funcional. As atividades incluem jogos, dinâmica de grupo, dramatização, dança, alongamento e estimulação sensorial e motora”, explicou a fisioterapeuta.

A aposentada, Josefa de Sousa, de 85 anos, relata que tinha tremores no lado esquerdo, dificuldades para se locomover e, recentemente na consulta médica, descobriu que tinha Parkinson. “É a minha primeira vez na terapia, as pessoas do grupo são maravilhosas, me receberam muito bem, estou contente e otimista  com o tratamento”, destacou.

O principal objetivo do tratamento, segundo Jacqueline, vai além da recuperação funcional, motora e psicológica. Ele visa a promoção e a integração do doente em seu ambiente familiar, social e profissional, recuperando sua autoestima e diminuindo quadros de depressão que normalmente acompanham os pacientes portadores dessas doenças. O projeto também inclui suporte psicossocial aos familiares.

A chefe do Núcleo de Fisioterapia, Andréia Cristina dos Santos, informa que a iniciativa é inovadora no HRG “e já tem absorvido as demandas de pacientes  com sequelas severas causadas por AVC e portadores  de esclerose múltipla”, informou.

Para os usuários interessados em participar dos grupos, as avaliações acontecem nas terças-feiras no período da manhã,  sendo necessário o  encaminhamento médico com a descrição da patologia, o cartão do SUS, o cartão de consultas do posto de saúde ou do HRG e todos os exames que tenha realizado anteriormente com definição do diagnóstico.

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