Bloquinho cresce e supermaioria vira pó

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PATRÍCIO PRESIDENTEInspirado no blocão criado na Câmara dos Deputados por antigos aliados que querem fustigar o governo, o bloquinho dos distritais cresceu, cresceu e já chegou à maioria das cadeiras. Almoçaram ontem no Rubayat dez deputados: Patrício (foto), Paulinho Roriz, Wellington Luiz, Celina Leão, Doutor Michel, Robério Negreiros, Aylton Gomes, Cristiano Araújo, Olair Francisco e Benedito Domingos. À saída, marcaram novo encontro, na segunda-feira, com a presença confirmada de Eliana Pedrosa, Liliane Roriz e Evandro Garla. Somam 13. A Câmara tem 24 cadeiras. 

 

Ausência em vez de voto

É verdade que essa conta dificilmente será formalizada. Em parte, porque nem todos os integrantes do bloquinho admitem que deixaram a base governista, caso de Cristiano Araújo. Ele, como outro, se diz firme e forte ao lado do governo. É aí que surge a verdadeira razão que impede o recenseamento dos rebeldes. Eles não demonstram sua posição pelo voto, mas pela ausência. Sessão sem quorum, na Câmara Legislativa, é a real marca da rebeldia.

 

Jogo mais duro: é hora das convocações

Mesmo isso está acabando. A turma do bloquinho falava ontem em, seguindo mais uma vez o exemplo do blocão dos deputados federais, partir para a convocação de secretários. Pretendem chamar cinco deles, em comissões diferentes. Até a conta é igual à dos ministros convocados pelos rebeldes do Congresso. A artilharia do bloquinho não se encerra por aí. Falaram ontem também  na possibilidade de desengavetarem uma CPI. Celina Leão está até examinando as alternativas.

 

 

Fonte: Eduardo Brito/Do Alto da Torre/Jornal de Brasília

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