Brasília fez escola: Marcelo Calero é mais um exemplo

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Brasília - O ministro da Cultura, Marcelo Calero após reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Calero declarou que “o maior bem de qualquer cidadão é seu nome”

Não é só Brasília que tem usado gravações para denunciar casos de corrupção direta ou indireta no serviço público. … Assim como ocorreu recentemente no DF, que resultou na operação Drácon do MP, o cenário nacional começa a ver que não são todos que aceitam a impunidade nos casos claros de corrupção.

 

Tanto a presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues, quanto a distrital Liliane Roriz, que denunciaram casos escandalosos por meio de conversas registradas em seus celulares, o agora ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, também parece ter usado a estratégia para gravar o experiente presidente Temer e os ministros Eliseu Padilha e Geddel Vieira Lima, considerados do “núcleo duro do Planato” e raposas velhas da política.

 

Discreto e considerado “doce” por integrantes do governo, Calero não assume publicamente o ato, mas veículos nacionais já dão como certa a existência de gravações que comprovariam a pressão sofrida por ele de parte de integrantes do governo. Geddel, que deixou o governo por não aguentar a pressão, é proprietário de um apartamento na Bahia que seria beneficiado por uma possível atuação do ex-ministro, caso aceitasse a determinação de liberar a obra, mesmo sendo ilegal. Calero recusou.

 

Diplomata de carreira e ex-secretário municipal de Cultura do Rio de Janeiro, o até então ministro procurou ajuda do Planalto, mas não foi bem recebido. Foi inflado a resolver o problema do luxuoso imóvel de Geddel. Obviamente, pediu demissão.

 

Calero sempre esteve fora da cota política da Esplanada. Foi indicado ao cargo após incontáveis negativas de personalidades artísticas assumirem a pasta. Como servidor público, Calero deixa uma grande lição para aqueles que questionam a atitude de denunciar casos como este: “O maior bem de qualquer cidadão é seu nome”,  declarou ele ao se justificar sobre seu pedido de demissão ao presidente Temer.

 

Fonte: Blog do Sombra

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